Segundo investigações, grupo traficava drogas sintéticas, como ecstasy e LSD. Ao todo, são cumpridos 29 mandados

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da CECOR (Draco/Cecor), deflagrou na manhã desta terça-feira (11) uma operação que visa desarticular uma organização criminosa atuante no tráfico interestadual de entorpecentes, principalmente drogas sintéticas como o ecstasy e o LSD.

A operação, denominada Poseidon, cumpre 29  mandados judiciais, sendo 12  de prisão temporária e 17  de busca e apreensão, no Distrito Federal, Entorno e no Estado de Santa Catarina.

As investigações iniciaram-se há sete meses após a deflagração da Operação Tridente, em 27 de maio de 2019, na qual foram apreendidos mais de oito mil comprimidos de ecstasy — a maior quantia já registrada pela PCDF. Na ocasião, foram cumpridos 22 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão no DF, Goiás e Minas Gerais.

Modus operandi

A parte do grupo de Santa Catarina realiza a produção e o fornecimento de drogas para o grupo do Distrito Federal, que, então, distribuíam aos usuários em diversos locais. Em janeiro deste ano, o líder do grupo, morador de Santa Catarina, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal transportando 210 kg de cocaína.

O trabalho investigativo dá ênfase, não só na apreensão das drogas e fechamento dos laboratórios de produção, mas também no patrimônio adquirido de forma ilícita. Com base nisso, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de contas bancárias dos envolvidos e de pessoas utilizadas por eles como “laranjas”, além do bloqueio de imóveis em cidades litorâneas de Santa Catarina que foram adquiridos com dinheiro do tráfico, avaliados em mais de um milhão de reais.

Foram empenhados na operação cerca de 80 policiais da PCDF para o cumprimento de oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão no Distrito Federal e Entorno Sul, e ainda cinco mandados de prisão e oito de busca e apreensão em quatro municípios de Santa Catarina. Os investigados que forem presos em Santa Catarina serão recambiados ao Distrito Federal por meio da aeronave da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da PCDF.

Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e, se condenados, as penas poderão ultrapassar 30 anos de prisão.

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