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terça-feira, 6 de março de 2018

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Os vigilantes decidiram por unanimidade manterem a greve. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite desta segunda-feira. Hoje, completou-se o sexto dia de paralisação e a categoria dá mostra que está mobilizada e disposta a permanecer em greve até que haja uma proposta por parte dos patrões.

O deputado Chico Vigilante (PT) explica para a população do Distrito Federal os motivos pelos quais os vigilantes estão em greve desde a semana passada em que o principal ponto de embate é a retirada de direitos trabalhistas.

“Os empresários, representados por duas empresas, Multiservice e Brasfort, resolveram retirar direitos dos trabalhadores. Hoje, mesmo, a Brasfort suspendeu o pagamento do plano de saúde. São centenas de vigilantes doentes e que a Brasfort, na maior desumanidade, corta o plano de saúde”, denunciou.

No que se refere à pauta de reivindicações, Chico Vigilante esclareceu que a categoria pleiteia a manutenção da convenção coletiva definida pela Justiça do Trabalho em 2017 e um reajuste salarial de 3,1%, nos mesmos moldes ao que foi concedido aos trabalhadores de empresas de asseio e conservação.

No entanto, o distrital denuncia uma intenção mais ambiciosa dos patrões na disputa com o Sindesv. “O único objetivo que eles querem é derrotar o Sindicato dos Vigilantes para implementar a cartelização de preços nos serviços de vigilância para ganharem muito mais dinheiro”.

O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Paulo Quadros, informou que as empresas Brasfort e Multiservice começaram a distribuir os contracheques atuais aos funcionários sem os descontos referentes ao plano de saúde e da mensalidade sindical.

No entanto, na opinião de Quadros, essa atitude hostil das empresas não intimidou os vigilantes. “Essa categoria não se intimida. Isso surtiu efeito contrário, encorajou ainda mais os vigilantes”, afirmou.

Conversas – Hoje, ainda, o deputado tomou a iniciativa de estabelecer contato com o Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e com os presidentes do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, e do BRB, Vasco Cunha Gonçalves.

O deputado foi incisivo. “Ou os tomadores de serviço entram na questão do impasse para resolver, ou não haverá solução”.

A categoria se reúne novamente nesta terça-feira, mais cedo, às 17h, na Rampa dos Servidores, no Conic.


CHICO VIGILANTE, deputado distrital (PT)
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