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quarta-feira, 7 de março de 2018

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A pré-candidatura para o Palácio do Buriti não sai da alça de mira do presidente regional do DEM, deputado federal Alberto Fraga. O parlamentar não descarta voltar sua postulação para o Senado Federal, mas apenas se tiver certeza da existência de um nome mais forte para comandar a centro-direita. E apesar da atual divisão de forças dos grupos tradicionais brasilienses, Fraga projeta uma união às vésperas da batalha eleitoral de outubro.

“Posso até ir para senador. Agora, não posso ir para o Senado se eu vislumbro os candidatos da minha coligação mais fracos do que eu”, dispara. Os critérios para definir a força são maior intenção de votos, viabilidade eleitoral e capacidade de agregar aliados. O parlamentar julga precipitados os movimentos do PR e PTB, com os lançamentos oficiais das pré-candidaturas de Jofran Frejat e Alírio Neto, respectivamente.

“Cada hora vem uma pesquisa diferente. O único que aparece na minha frente é o Frejat, isso com dois ou três pontos percentuais. Com 67% de indecisos, isso diz que algo está definido? Não. Em outra, estou com 8% e Frejat 10%. Como é que podem dizer que o cenário está definido? Aí, tem mais uma en que Frejat salta de 10% para 20% e eu perco votos. Não dá para levar a sério”, questiona Fraga.

Na tentativa de estabelecer a mesma régua para todos os jogadores da direita, neste mês um instituto de pesquisa de fora do DF fará o mapeamento pré-eleitoral. A ideia é ter um estudo completamente independente, distante de eventuais favorecimentos na coleta de informações. Com os números nas mãos de todos, Fraga definirá a posição do DEM.

Segundo Fraga, três motivos explicam a fragmentação da oposição. Egos estariam falando mais alto do que a racionalidade. A fragilidade abissal do governo Rollemberg (PSB). E por fim, pela ausência de uma lidernaça política, com a musculatura do ex-governador Joaquim Roriz.

“O pêndulo da política ainda tende para a direita”, pondera. Conforme as definições nacionais dos partidos ganharem forma, Fraga prevê a recomposição de forças conservadoras. Além da reunião de DEM, MDB, PP, PTB e PR, o deputado enxerga condições claras para composições com PSD, PSDB e PPS.

Entre Bolsonaro e Maia

Em uma eventual campanha majoritária, Fraga poderá dar palanque para o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) ou para o presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia. Tudo dependerá da posição do cacique democrata. Se Maia for cabeça de chapa, Fraga estará com ele. Fora disso, ficará ao lado de Bolsonaro.

“Aí é uma questão partidária. Tenho conversado com Bolsonaro sobre isso. Com Rodrigo Maia para a Presidência, tenho que estar com ele. Agora, se o DEM tiver candidato para vice-presidente, apoio o Bolsonaro”, argumenta.

Fraga e Bolsonaro são amigos de longa data e defendem praticamente as mesmas bandeiras, como o porte de arma e a redução da maioridade penal. Na avaliação do parlamentar do DF, ambos agregam os mesmos eleitores.

Nos corredores do Congresso nacional, comenta-se que a pré-candidatura de Maia é só uma resposta ao movimento do MDB na tentativa de emplacar Henrique Meirelles como vice, do pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB).

Alas do DEM estariam de olho na Vice-Presidência. Por outro lado, outras frentes defendem que o partido tem condições de assumir o protagonismo nacional.

DEM busca força no tabuleiro pré-eleitoral

Fraga trabalha arduamente para manter a base eleitoral nas forças de segurança, especialmente na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros. Hoje ele estima ter uma militância fiel com pelo menos 15 mil pessoas.

A perda da liderança do DEM na Câmara dos Deputados, quase catapultou Fraga para o MDB. O movimento era real. A sigla, comandada por Tadeu Filippelli, hesitou e perdeu a filiação.

O grupo político de Fraga é extremamente próximo da ala do senador Ronaldo Caiado (DEM/GO). Os projetos eleitorais de ambos se entrelaçam na busca de votos na Região Metropolitana, também conhecida como Entorno.

Na visão da direita, a queda do viaduto da Galeria dos Estados e o descarrilhamento do Metrô em Águas Claras fragilizaram ainda mais o projeto de reeleição de Rollemberg. Contudo, o governador tem a máquina na mão e ainda respira, mesmo com aparelhos.

Fraga julga que o PSD pouco a pouco caminhará de volta para a direita. O movimento começou com as recentes tratativas da legenda com o presidente regional dos tucanos, deputado federal Izalci Lucas.

No caso de uma candidatura para o Buriti, o democrata pensa em um plano de governo com propostas para segurança, saúde, educação e transporte.

Fonte: Jornal de Brasília
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