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segunda-feira, 7 de maio de 2018

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Álvaro Dias atribui ataque a tiros em acampamento a 'provocação' de petistas
'Instalar o acampamento ali, conturbando o ambiente da região, invadindo a privacidade das pessoas, é um acinte e um desrespeito à legislação do País', diz presidenciável em sabatina
Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo
O senador e pré-candidato do Podemos à presidência da República, Álvaro Dias, chamou de "desrespeito à legislação do País" o acampamento organizado por militantes petistas em Curitiba para apoiar o ex-presidente Lula, condenado e preso na Operação Lava Jato. Em sabatina promovida pelo SBT, portal UOL e o jornal Folha de S.Paulo, o presidenciável atribuiu o ataque a tiros - entre outros episódios - sofridos pelos integrantes do acampamento a atitudes, segundo ele, provocativas dos militantes.
"O acampamento é uma provocação. Não concordo com o tiro, mas não concordo com essa provocação. Instalar o acampamento ali, conturbando o ambiente da região, invadindo a privacidade das pessoas, é um acinte e um desrespeito à legislação do País", disse.

Senador Álvaro Dias é lançado como pré-candidato ao Planalto. Foto: ANDRE DUSEK/ESTADÃO
No final de abril, um ataque a tiros no acampamento pró-Lula deixou dois feridos. A polícia ainda investiga o caso. Na semana passada, o delegado da Polícia Federal Gastão Schefer Neto invadiu o acampamento e quebrou equipamentos de som do local.
No início de abril, quando a caravana do ex-presidente foi alvejada por tiros em sua passagem pelo Paraná, Dias insinuou que o ocorrido poderia ter sido "encenado" e que a violência aconteceu porque "houve provocação" do petista. . "Disse que não se pode descartar nenhuma hipótese e a provocação foi real. Qualquer manifestação política implica provocação, a caravana se movia num ato provocativo, porque a legislação impede a candidatura [de Lula]", acrescentou.
Questionado sobre sua posição em relação ao porte de armas, o pré-candidato disse ser a favor de uma "flexibilização" da restrição, o que atenderia ao plebiscito de 2005. "Não creio que a violência diminua com o porte de armas, mas o cidadão tem esse direito. É preciso respeitar a Constituição. Se houve plebiscito e a decisão é essa, vamos respeitar a decisão do povo", disse.

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