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terça-feira, 9 de outubro de 2018

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Lupa checa entrevistas de Bolsonaro e Haddad ao Jornal Nacional
As declarações dos dois presidenciáveis foram dadas na noite dessa segunda (8), quando foram sabatinados na TV Globo. Confira resultado
Menos de 24 horas depois de anunciados no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) concederam entrevistas ao Jornal Nacional e falaram sobre polêmicas recentes envolvendo suas campanhas à Presidência da República. A Lupa checou algumas de suas falas. Veja a seguir:

“Tendo apenas 20 dias de campanha, atingi 29% dos votos, mais de 30 milhões de votos.”
Fernando Haddad (PT)


Fernando Haddad tornou-se candidato à Presidência da República pelo PT em 11 de setembro, a 26 dias do primeiro turno das eleições. Antes, ele se posicionava publicamente como o candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo registro de candidatura foi indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nome Haddad como cabeça de chapa foi aceito pelo TSE em 25 de setembro. No domingo (7), ele recebeu 31,3 milhões de votos – 29,28% dos válidos.

“[Nosso plano de governo] Prevê isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco salários mínimos, proposta defendida por nós desde janeiro de 2018.”
Fernando Haddad (PT)


A proposta citada por Haddad no Jornal Nacional consta na página 5 do plano de governo registrado pelo presidenciável no TSE: “Quem vive do seu trabalho e recebe até cinco salários mínimos, por exemplo, ficará isento do pagamento do Imposto de Renda. Em compensação, o “andar de cima”, os super-ricos, pagará mais”. Em dezembro de 2017, a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, noticiou que a cúpula petista já estudava propor a ideia no plano de governo do então pré-candidato Lula.
“[Trabalharemos pela] Redução da nossa maioridade penal, que o povo quer e deseja.”
Jair Bolsonaro (PSL)


O programa de governo enviado pelo candidato Jair Bolsonaro ao TSE, de fato, propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Segundo o documento, a medida irá auxiliar na queda dos índices de homicídios, roubos, estupros e outros crimes. De acordo com pesquisa divulgada no início de 2018 pelo Datafolha, 84% dos brasileiros eram favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Apenas 14% dos entrevistados se declarou contra, e 2% deles não responderam. Dentro dos 84% que apoiam a redução, para 64% a lei deveria valer para qualquer crime. Somente 36% acreditam que ela deve ser para crimes específicos. Em 2015, estudo semelhante, também feito pelo Datafolha, indicava 87% dos brasileiros concordando com a redução da maioridade penal.
“Nunca alguém que fez oposição ao PT teve votação tão expressiva [no Nordeste].”
Jair Bolsonaro (PSL)


Segundo dados do TSE, Bolsonaro teve 7.453.186 votos no Nordeste no último domingo (7). Em números absolutos, o resultado do deputado do PSL-RJ na região foi o melhor obtido por qualquer candidato não-petista em pleitos presidenciais desde 2006 (ano em que Lula tentou sua primeira reeleição e, a partir do qual já se podia falar em “oposição ao PT” no governo federal). O segundo melhor desempenho observado até agora em primeiros turnos fora registrado por Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006. No primeiro turno daquele ano, o tucano teve 6.514.319 votos no Nordeste. Mas, se considerada a porcentagem dos votos válidos, Alckmin foi melhor. Em 2006, fez 26,15% dos votos válidos, contra os 25,86% de Bolsonaro no último domingo.

Com reportagem de Chico Marés, Leandro Resende e Nathália Afonso

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