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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

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“Situação fugiu ao controle”, diz braço direito de João de Deus

Após a Justiça decretar a prisão do médium, Chico Lobo ressaltou que acredita que ele vai se entregar
A notícia da decretação da prisão preventiva de João de Deus pegou os seguidores e assessores mais próximos de surpresa. Administrador da Casa Dom Inácio de Loyola, Chico Lobo disse que está apreensivo e acredita que o médium vai se entregar à polícia.
“Soube pelas notícias, sem fonte oficial. A situação fugiu do controle de todos e esperamos o melhor desfecho. Pessoalmente, acredito que ele seja inocente. Trabalho há 14 anos com João de Deus e, nessa história, têm muitas coisas que não se encaixam”, disse ao Metrópoles.
Até o momento, cerca de 450 denúncias de abuso sexual foram protocoladas em ministérios públicos de 10 estados e do Distrito Federal contra João de Deus.
A Promotoria de Goiás requereu à Justiça a prisão preventiva de João de Deus na quarta (12). O médium alega inocência. Ele ficou famoso internacionalmente por suas sessões. Desde setembro de 2018, porém, várias denúncias de abuso sexual começaram a ser feitas por mulheres que iam às cerimônias conduzidas por João no Centro Dom Inácio de Loyola, onde realiza “cirurgias espirituais”, em Abadiânia, no interior de Goiás.
O médium nasceu na cidade Cachoeira de Goiás em 1942. Quando era adolescente saiu da pequena cidade, pois tinha descoberto seu “dom” como médium. Em 1976, fundou o Centro Dom Inácio de Loyola, onde recebeu várias personalidades, como Bill Clinton, Chico Anysio e Hugo Chávez.
As vítimas que estão denunciando João de Deus são de Goiás, Distrito Federal, Minas, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pará e Santa Catarina.
Depois que as denúncias vieram à tona, na madrugada de sábado (8), no programa Conversa com Bial, da TV Globo, João de Deus desapareceu. Ele tentou retomar o atendimento na quarta, mas teria passado mal.
Ao descer do Ford Ka branco, por volta das 9h30 daquele dia, o líder espiritual, que é conhecido mundialmente, entrou na sala de orações e falou rapidamente com os seguidores. João de Deus ficou sete minutos na Casa e disse que “não tinha condições de trabalhar”.

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