banner

domingo, 20 de janeiro de 2019

author photo

Mulheres negociam barriga de aluguel em grupos de Facebook e WhatsApp
Quem se oferece para gerar o bebê de outra pessoa mediante pagamento incorre em crime. Ainda assim, prática é facilmente achada na internet
Na busca pelo sonho de se tornarem pais, casais com algum problema de fertilidade recorrem às redes sociais para encontrar mulheres dispostas a encarar os nove meses de gravidez e gerar o filho deles. Em grupos de WhatsApp e no Facebook, nos quais o Metrópoles conseguiu entrar para apurar o mercado on-line que corre à margem da lei, há desde a oferta de bebês para adoção por parte de mães que não têm condições de criar a criança até a prática de inseminação caseira.
Mesmo sabendo que incorrem em ilegalidade, com penas de 3 a 5 anos de prisão, previstas na mesma legislação que proíbe a venda de órgãos e tecidos humanos – a Lei nº 9.434/97 –, mulheres de todas as regiões do país colocam o próprio útero à disposição. E cobram valores que variam de R$ 5 mil a R$ 75 mil.
Mas há também aquelas com intenções altruístas, que se voluntariam para gerar o filho de outra pessoa sem qualquer contrapartida financeira. É a chamada “barriga solidária”, única prática permitida pela legislação e por normativas do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Nos anúncios, as pretensas mães de aluguel se descrevem como mulheres jovens – a maioria com menos de 25 anos –, saudáveis, sem vícios e com disponibilidade para viajar. Esse último critério é primordial para as candidatas, pois muitos interessados moram em outros estados ou países; geralmente, hospedam a pessoa que escolherem como “útero de substituição” durante toda a gestação e, não raro, nos primeiros dias do recém-nascido.
Casais, e mesmo mulheres e homens solteiros, que desejam ser pais costumam recorrer ao grupo à procura de barrigas solidárias ou de aluguel. Alguns, inclusive, se anunciam como doadores de esperma, utilizando-se de método totalmente caseiro, sem o intermédio de clínicas ou banco de doadores.

Confira alguns dos anúncios colhidos em dois grupos de Facebook, chamados “Quero ser barriga de aluguel” e “Barriga de aluguel, solidária e coparentalidade”

your advertise here
Próximo Próximo
Anterior Anterior

Publicidade