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segunda-feira, 11 de março de 2019

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Nesse momento de discussão de gastos e privilégios, o Congresso Nacional só vai olhar para os outros e não vai cortar os seus? O Senado brasileiro é uma das casas legislativas mais caras do mundo e isso não se muda com palavras, mas com atitudes, exemplos e se cortando na carne. No primeiro dia do meu mandato, abri mão de auxílios, ajuda de custo, salários extras, verba indenizatória, carro oficial, aposentadoria especial de parlamentar, do plano de saúde vitalício dos senadores (fui o primeiro senador na história a abrir mão no primeiro dia do mandato), reduzi a verba para pagamento de assessores e também o seu número (um senador tem direito a 55 assessores, no meu gabinete tenho apenas 9), entre outras medidas. Todas tomadas em caráter irrevogável, nem que eu queira posso voltar atrás. Só com essas medidas, a economia direta do meu mandato aos cofres públicos é de R$ 16,7 milhões. Isso multiplicado por 81 daria mais de R$ 1,3 bi. Fora a economia indireta, como a gasolina do carro oficial que abri mão, gastos com saúde do plano, encargos sobre salários dos servidores não contratados. Apresentei projetos também para que tudo isso virasse regra. E nada disso prejudicou minha produtividade. Voto sempre com a minha consciência, fazendo uma análise técnica dos projetos e pensando se são bons ou não para a população. Aprovei três projetos aqui no Senado. E todos relevantes. Apresentei 11 PECs e diversas emendas e requerimentos. Hoje tem remédios para câncer na rede pública do DF que estão lá por uma emenda minha ao Orçamento da União. O DF recebeu 14 ambulâncias do SAMU totalmente novas e equipadas por outra emenda minha. Destinei recursos também para a reforma de escolas públicas. A minha atuação impediu por dois anos consecutivos, por exemplo, o aumento das taxas de cartório no DF. Se pode ter um mandato digno custando m
ito menos ao contribuinte. Fico feliz de ter plantado a semente e ver hoje outros parlamentares também discutindo o custo das instituições. Não existe Estado Democrático de Direito sem um Poder Legislativo atuante, mas para isso ele não precisa ser gordo e inchado como é hoje. O Brasil precisa de exemplos e é inaceitável que o Congresso Nacional queira discutir cortes de gastos e privilégios sem olhar para o próprio umbigo.

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