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A dor da espera: DF tem a maior taxa de desaparecidos do Brasil

A dor da espera: DF tem a maior taxa de desaparecidos do Brasil Estudo feito por Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que, desde 2...


A dor da espera: DF tem a maior taxa de desaparecidos do Brasil
Estudo feito por Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que, desde 2007, capital lidera ranking de sumidos a cada 100 mil habitantes
Asingular apreensão de não saber onde um parente está. Entrar em contato com outros familiares, registrar ocorrência na delegacia, distribuir cartazes na vizinhança e, por fim, esperar. O Distrito Federal é líder no Brasil em repetir tal roteiro. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, desde 2007, a maior média de pessoas desaparecidas a cada 100 mil habitantes se concentra na capital do país. Só em 2018, por exemplo, a taxa ficou em 84,5 sumiços.
Em números absolutos, a situação é ainda mais assustadora. Só de janeiro a agosto de 2019, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), foram cerca de sete familiares ou amigos indo a delegacias do DF todos os dias para protocolar a falta de notícias de alguém. São 1.819 casos, sendo que 238 permanecem em aberto.
Ainda conforme a SSP-DF, 27,6% das ocorrências de 2018 foram resolvidas dentro das primeiras 24 horas após a comunicação do fato. Porém, 11% delas continuam como “não localizadas”.
ARTE/METRÓPOLES

Um dos casos que entram nessa estatística de não encontrado, há sete anos, é o de Artur Paschoali, que sumiu em 20 de dezembro de 2012. Ele viajava pelo distrito de Santa Teresa, no Peru. O jovem brasileiro trabalhava em um restaurante local, quando parou de dar notícias. Apesar de a investigação estar a cargo da polícia do país vizinho, uma ocorrência foi registrada no Distrito Federal. Sem ter contato com o filho desde então, Wanderlan de Souza Vieira, pai do estudante da Universidade de Brasília (UnB), diz que ainda não perdeu as esperanças. “Estou aguardando juntar mais dinheiro para voltar ao Peru e retomar as buscas”, afirma.
Dinheiro que, segundo Wanderlan, se esgotou nos três anos em que foi reiteradamente ao país em que o filho sumiu. “Cada viagem de 45 dias custa R$ 30 mil. Eu precisava fazer isso. Pois, se dependesse só da polícia peruana, não conseguiria nada. Rodei aquele país inteiro. Tive que fechar minhas duas empresas e estou trabalhando como motorista de aplicativo agora”, relata.