terça-feira, 29 de outubro de 2019

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A Câmara Federal de Buenos Aires confirmou a acusação e detenção preventiva de Cristina Kirchner por suborno e cartelização em obras públicas, informou o jornal Clarín.
Cristina Kirchner endossou a cartelização de obras públicas e o pagamento de subornos em relação a ela, conforme confirmado pela Sala I da Câmara. Seus juízes apoiaram a decisão do juiz Claudio Bonadio, que havia processado a vice-presidente eleita como chefe de uma associação ilegal dedicada à arrecadação de fundos ilegais, neste caso específico de empresários ligados a obras públicas.
A Câmara também confirmou as acusações sobre vários ex-funcionários do Ministério Federal de Planejamento e empresários nucleados para a Câmara da Construção.
Quando assumir a vice-presidência, em 10 de dezembro, Cristina Kirchner terá 10 processos em casos de corrupção e pelo menos 5 ordens pré-julgamento confirmadas pela Câmara.
Embora o arquivo principal do caso, que começou com os extensos relatos do ex-motorista Oscar Centeno, já tenha sido enviado para julgamento oral, a Câmara corroborou a intervenção dos funcionários encarregados nesse arquivo relacionado, em relação a “um acordo anterior já a divisão de tarefas, com um claro domínio funcional do fato”, para uma distribuição de obras públicas.
A Câmara também confirmou a acusação de Julio De Vido e José López, entre outros ex-funcionários.
Mas, por sua vez, a Câmara limitou o escopo das construtoras envolvidas no processo, porque considerou apenas as acusações contra os empresários de uma lista aportada pelo financista Ernesto Clarens. O Juíz Bonadio havia incluído no processo mais empresas do que as da lista.
Em relação à manobra investigada, é apontado que o “mecanismo implementado para alcançar a distribuição deliberada de obras públicas tinha como objetivo final nutrir a associação ilícita comandada e estruturada pelos citados acima”, ou seja, Cristina Kirchner e ex-funcionários do Ministério Federal de Planejamento.
“Também vale lembrar que cada pagamento chegou aos escritórios das diferentes empresas envolvidas para concluir, após uma breve parada nos escritórios da Clarens e nos escritórios dos funcionários, em dois lugares muito sugestivos: a Propriedade Presidencial de Olivos ou o departamento localizado nas ruas Uruguai e Juncal desta cidade, onde ex-presidentes presidenciais foram domiciliados durante todo o período sob investigação”, diz a resolução.
Portanto, consideraram que os fatos incluídos neste arquivo “estão, precisamente, no mesmo padrão descrito em pronunciamentos anteriores referentes à estrutura de coleta estabelecida nos mais altos níveis da Administração Pública Nacional”.
A acusação
Ao processar a atual senadora, Bonadio salientou que era antes “um mecanismo de corrupção que, em nível nacional, foi instalado desde o início da presidência de Nestor Carlos Kirchner, permanecendo entrincheirado em nossa República Argentina, sem solução de continuidade por mais de doze anos”.

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