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Ratinho detona a Globo: "Faz jornalismo parcial"

Ratinho detona a Globo: "Faz jornalismo parcial" Em live pelo canal do You Tube do meu blog, ontem, com transmissão simultânea pe...




Ratinho detona a Globo: "Faz jornalismo parcial"

Em live pelo canal do You Tube do meu blog, ontem, com transmissão simultânea pela Rede Nordeste de Rádio, presente hoje com 43 emissoras nos Estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia, o empresário e apresentador Carlos Massa, o Ratinho, do SBT, confirmou que começou a investir no Nordeste num projeto de confecções em Santa Cruz do Capibaribe, orçado em R$ 28 milhões, que deve entrar em operação a partir do ano que vem.

Esbanjando simplicidade, bem à vontade, Ratinho, 64 anos, dono de um império de rádio e TV entre os Estados do Paraná e São Paulo, falou de tudo, inclusive da concorrente Globo, emissora de televisão, que, em sua visão, presta um desserviço ao País com perseguição implacável ao Governo Bolsonaro na adoção de um jornalismo parcial. “A Globo faz um jornalismo extremamente parcial, de falar mal do Governo. Bolsonaro inaugurou a Transposição e a Globo não mostrou. Acho isso muito ruim. Tem que falar nos erros e nos acertos. E não tenho visto isso na Globo. Existe na TV Globo um excesso de opiniões de esquerda”. Abaixo sua entrevista na íntegra.

Por que o senhor resolveu investir no Nordeste?

A gente, que fica mais no Sudeste, só ouve falar de festas do Nordeste, de carnaval, de seca, etc. Ninguém fala da pujança do Nordeste. A pessoa começa a conhecer o Nordeste quando conhece os nordestinos que vivem em São Paulo, que trabalham e muito. O empresário já sabe que o nordestino é bom de trabalho. Já sabe que o cara do Piauí é bom de restaurante, que o cearense é bom de comércio. Eu fiquei impressionado com Nordeste, com a prosperidade para ver negócios.

Quem convenceu o senhor a investir em Santa Cruz do Capibaribe?

O Marcelo Tortato, dono da "Pitbull" e que tem vários hotéis pelo Brasil a fora. Ele agora está investindo em shoppings populares e alguém falou para ele de Santa Cruz. Ele perguntou se eu toparia entrar como sócio e eu falei que ia com ele. E fui. Eu não imaginava a força do Nordeste e hoje vejo a região com outros olhos. A verdadeira independência do Nordeste vai vir agora. O Nordeste já foi o grande produtor de açúcar. Mas depois acabou esse ciclo e o povo foi para o interior. Só que mesmo naquele sol quente, ele foi firme. Eu acho que vou ajudar nessa nova independência do Nordeste. A gente ouve muito falar de corrupção no Nordeste, mas a gente não pode conhecer o Nordeste só por isso ou pelas festas. Em Santa Cruz, as pessoas fabricam as próprias peças de roupas ali e levam para a feira. Voltei de lá feliz, pois quero ajudar o Brasil a conhecer esse outro Nordeste.

O senhor conheceu e está investindo numa área do Nordeste em que o desemprego é quase zero.

E agora com esses empresários abrindo um grande galpão, será uma coisa fabulosa. A ideia é levar o Brasil para comprar lá. A ideia é justamente mostrar essa região como uma região forte. Todo mundo vem na Rua 25 de Março, em São Paulo, fazer compras. Pode vir, mas tem outra opção, tem Santa Cruz, também. Por que não comprar jeans em Toritama?

Lá existe um problema seriíssimo de água. Chega água nas torneiras duas vezes por semana. Agora, tem um programa do governo que envolve a transposição, com a adutora do Agreste, mas não se sabe quando funcionar. O senhor está inteirado dessa situação?

Não, não sabia, mas se está vindo essa adutora estão a situação vai estar resolvida, vai ficar melhor ainda. Aproveito, sem querer fazer campanha, já que só faço campanha para meu filho, que é governador do Paraná, mas gostei muito da atitude do Governo de ir agora para o Nordeste. O atual presidente foi agora. Foi ver como funciona. E acho que essa ideia de fortalecer o Nordeste é boa para o Brasil, é uma necessidade.

Nós temos o velho Nordeste, que é o da seca, do político corrupto e o novo Nordeste. Como o senhor ainda enxerga esse velho Nordeste?

Eu acho que isso do político corrupto já está acabando. Está indo embora. Os nordestinos é que vão fazer a região crescer. O meu entusiasmo é criar coisas para o povo de o Brasil inteiro ir consumir aí. Eu tenho sido procurado por empresários que me conhecem, querendo saber por que estamos indo para o Nordeste.

O senhor está interessado em investir em outros setores no Nordeste. É verdade que o senhor abriu negociações para comprar o grupo de comunicação da família Collor em Alagoas?

Alguém conversou com a minha equipe, mas nós não avançamos. Eu não acredito que alguém vá vender uma empresa como a do Collor, então a gente não vai perder tempo. Ninguém vai vender uma empresa que tem a programação da TV Globo. E se vender, é muito caro.

Quais as áreas que o senhor investe hoje no País?

Em comunicação, logística e hotelaria. Mas estou investindo bem em comunicação. Hoje temos 53 emissoras, a nossa empresa já é a terceira do País, e a gente pretende chegar até o final do ano com 70 emissoras de rádio.

Silvio Santos fez um caminho parecido e acabou criando o próprio canal de televisão. Passa pela sua cabeça seguir esse exemplo?

Não, acho que estou feliz dessa forma. No Paraná, por exemplo, temos seis emissoras. Acho que não tenho mais tempo para televisão. E sou tão feliz com o SBT, que prefiro ficar assim, trabalhando para o Silvio Santos.

Como está sua audiência no SBT?

Eu continuo em segundo lugar no País inteiro. Ela não cresce, mas também não cai. Eu disputo com novela, e outros bons produtos. Quem ganha de novela? Ninguém. A Record já colocou em cima do meu programa 78 programas diferentes, para ver se derruba o meu horário. E até agora não derrubou. Espero continuar a ganhar deles por muito tempo.

Como o senhor reage aos comentários que é um comunicador de povão, sem chega ao público A e B, formador de opinião?

Eu nunca me preocupei com isso. Até 1998, a revista Veja chamava Silvio Santos de camelô e ele já eram um homem de sucesso. A imprensa faz o que quiser. A gente tem que trabalhar com nosso negócio. Nessa pandemia, não desempreguei ninguém. Tenho meio público, pessoas que eu preciso dar satisfação e vou continuar trabalhando, sem se preocupar com título. Já me chamaram de "rei do brega", sensacionalista, falem o que quiser. Deixa falar.

As emissoras hoje desencadearam para programas explorando a violência. O senhor não entra nessa área, mas está muito no popular. Deu certo?

Eu saí dessa área de sensacionalismo já tem mais de 10 anos, optando pela área do entretenimento, a qual faço com mais paz, com mais resultados. Hoje, meu programa está com todas as cotas de patrocínio vendidas até o final do ano, não tenho mais vagas para cotas comerciais. Então, não tenho essa preocupação. Silvio Santos me paga muito bem, pois eu sou sócio no programa. Mas eu trabalharia de graça, pois gosto. As pessoas que estão fazendo propaganda comigo já estão há 15 anos.

A pandemia atingiu fortemente a economia e os empresários. O senhor sofreu prejuízos?

Não, não. Eu não vou ter lucro, mas minha empresa mantém o mesmo tamanho. Vou pegar de um lado que deu lucro e colocar em outro que não deu. Fui mal no investimento em hotelaria, mas bem na agricultura, por exemplo. Vendemos soja a quase 90 reais.

Em que setor o senhor ganha mais dinheiro hoje?

Comunicação. O meu programa me dá muito lucro.

Voltando à Santa Cruz do Capibaribe, quando o senhor pretende inaugurar o shopping popular?

Nós queremos inaugurar ano que vem. A ideia é fazer seis mil boxes de vendas de pequenos comerciantes. Vamos fazer uma área para ônibus bem arejada, arborizado. Vai ser um shopping popular de muito conforto. O projeto é mais moderno e mais arrojado do que o Moda Center, para dar conforto aos clientes. O carro da pessoa ficará na sombra, vamos ter hotéis ali na mesma área. São 17 hectares. E vamos gerar muitos empregos. Num cálculo básico, são 18 mil pessoas trabalhando.

Então, o Ratinho estará mais presente no Nordeste a partir de agora?

Pretendo. Estou apaixonado pelo Nordeste e em especial pelo povo nordestino. Eu vi o povo colocando saco de roupa naquelas Toyotas, que são produzidas ali. Fiquei doido com aquilo, vou até compra uma para mim.

O senhor vai buscar apoio do Governo do Estado para concretizar o investimento em Santa Cruz do Capibaribe?

Não, não temos esse interesse. Temos um fundo de investidores e quando a gente precisa, ele nos socorre. E lá para Santa Cruz foi muito fácil. Eles fizeram uma pesquisa e viram que lá é um sucesso.

Qual o valor do investimento?

Não vou poder te responder com muita precisão, mas em torno de R$ 28 milhões. Mas acho que vai ser muito mais, mas não tenho autorização para falar. Virão novos parceiros depois, que eu ainda não posso revelar.

Eu recebi um vídeo do senhor lá, mas não vi no seu programa. O senhor colocou no ar em seu programa de TV?

Coloquei imagens que captei na hora. E peguei imagens de dois anos atrás. Muita gente achou ruim, pois as pessoas estavam sem máscara. Mas eram filmagens antigas. Eu falei no programa que tinha ido conhecer e que ia montar um grande negócio lá.

Certamente sua audiência aqui no Nordeste vai crescer depois desses investimentos...

Vai. E acho que o mais importante é usar o meu programa para mostrar o Nordeste. É mais valoroso do que mostrar o projeto. O maior investimento que eu vou dar vai ser divulgar as coisas boas da região. E repito: se o Governo continuar olhando para o Nordeste, vamos ter o verdadeiro descobrimento do Nordeste.

O senhor tem que bater muito em dois problemas terríveis na região que optou em investir: falta de água e estradas. Está consciente disso?

Eu não sabia, mas vou começar a falar. Assista ao programa de segunda-feira. Eu já começo. Vou cobrar. Temos que lembrar ao governador que a infraestrutura é vital.

O senhor sabia que há um projeto de um aeroporto em Brejo da Madre de Deus parado, mas de um grupo privado?

Eu não sabia desse aeroporto. Mas vamos marcar para poder dar uma olhada. Isso seria muito importante para o escoamento de tudo que vamos produzir e vender.

Como o senhor avalia o Brasil de hoje?

Estou muito animado. Acho que o Brasil vai sair da pandemia mais estruturado. Muitos governadores trabalharam direito. Acho que em 2022 vamos estar em situação boa. Nós estamos a 1 ano e 8 meses sem casos de corrupção. A gente não pode ter governos que entrem em história de comunismo, pois isso é bobagem. Não tem nenhum um só País que deu certo enveredando pelo comunismo ou o socialismo.

O senhor percebe também uma radicalização pelas redes sociais entre bolsonaristas e lulistas?

Sim, percebo, é verdade. Acho que o que acontece é que dentro do governo do PT existiam muitas vantagens para a classe artística. E temos vários jornalistas que estão nas faculdades ouvindo que socialismo é um bom negócio. Então, ensinam isso. Temos que ter livre mercado. É o que estamos fazendo no Nordeste. Abrir e levar mais gente. FHC fala em social-democracia, mas ninguém sabe o que é isso.

O senhor foi deputado federal. Tem plano para voltar ao Congresso?

De jeito nenhum, a única coisa que não quero. Não gosto nem de ir a Brasília. Fui um deputado que não consegui fazer nada. Fui um péssimo deputado. Não nasci para isso. É tudo muito demorado e tudo com interesses. Jô Soares uma vez me perguntou se eu já tinha visto corrupção lá, mas nunca vi. Mas foi um período infeliz na minha vida. Perdi minha casa, perdi tudo. Passei necessidade e tive que recomeçar do zero.

O senhor sonha em ser candidato a presidente?

Nem pensar, não tenho interesse nenhum. Presidente, não vou me entenderia com o Congresso, sairia no tapa com deputado, iria pegar no pescoço de senador. Não vou entrar nessa fria nunca. Eu sou bom vendedor de publicidade e essa é minha função.

A comunicação no Brasil vive uma crise de identidade?

Sim. É uma crise que se muda tudo, toda hora. E atinge inclusive a Globo. A TV Globo nunca fez desconto na publicidade dela e hoje está fazendo. A TV Globo é a emissora que mais sabe fazer novela, mas faz um jornalismo extremamente parcial, de falar mal do Governo. Bolsonaro inaugurou a transposição e ninguém mostrou. Acho isso muito ruim. Tem que falar nos erros e nos acertos. E não tenho visto isso na grande imprensa. Existe na TV Globo um excesso de opiniões de esquerda.

Em relação a Lula e Dilma, a TV Globo teve um tratamento diferenciado?

Sim, diferente de hoje, que só fala mal do Governo. Bolsonaro sempre reclama muito da TV Globo, pois se acha injustiçado.

O senhor acha que vai surgir um candidato anti-Bolsonaro? Pode ser Moro?

Eu acho que Moro entrou bem, mas se saiu mal. Foi mal aconselhado. Ele podia ter saído agradecendo, escrito um livro sobre a Lava Jato e ter ganhado muito dinheiro. Da forma que saiu, não ficou bem nem com direita, nem com esquerda, nem com centro.

O cenário político é favorável à reeleição do presidente?

Hoje, sim. Não tem ninguém para ganhar dele. Bolsonaro tinha cisma de ir para o Nordeste, mas agora ele viu que tem gente que gosta dele aí. Acho que ele vai voltar muitas vezes e vai ganhar também no Nordeste se continuar investindo em programas sociais.

Quais conselhos o senhor daria a Bolsonaro?

Eu falaria para ele deixar de ser pavio curto.

Qual a participação que o senhor tem na rede Massa de sua propriedade como jornalista e comunicador?

Quase nenhuma. Eu raramente vou lá. Não tenho nenhum programa. Meu filho toca as coisas por lá. Eu estou modernizando as rádios para todas virarem televisão. Por falar nisso, gostaria de destacar o trabalho do ministro das Comunicações, Fábio Faria, que está trazendo o 5G para o Brasil e fazendo um excelente trabalho.

Em relação ao agronegócio, quais são seus investimentos?

Nós temos queimadas naturais, mas o agronegócio é que vai segurar tudo. Não estamos mais só vendendo soja e café, agora estamos industrializando tudo. O Brasil ainda vai crescer muito nisso. Eu tenho produção de soja e café.

Quais são as lições que o Brasil vai tirar dessa fase da pandemia?

Acho que vamos aprender a ficar mais em casa. Tenho falado no meu programa para as pessoas terem mais paciência e ficar em casa. Mas acho que tem coisas exageradas. Vi o pessoal andando de bicicleta bem longe e de máscara. Não adianta. Só pega se estiver próximo. Isso também é um exagero!

Qual a expectativa do senhor em relação à vacina?

Acho que em janeiro já está todo mundo vacinado. E acho que a primeira vai ser a russa. Tudo que vem da Rússia e China a gente desconfia. Mas vacina, se não funcionar, o mundo denuncia. A primeira vacina que tiver, eu tomo. Pode ser de onde for. Eu acredito em vacina. Nesse período, fiquei em casa e na fazenda, mas não deixei de trabalhar.

Qual a opinião do senhor em relação ao uso de cloroquina no tratamento da Covid-19?

Acredito. Jamais um presidente faria propaganda se ninguém tivesse orientado. Cloroquina o Exército sempre usou e ela funciona. Dizem que ele faz mal para quem tem problema sério de coração. Mas é a mesma coisa de quem toma Viagra.

Foi difícil vencer na vida tendo sido filho de pais pobres e trabalhado de engraxate na infância?

Eu sou muito chorão, bastante emotivo. Choro com tudo, mas, sobretudo, de alegria. Não é fácil a vida para ninguém. Seu sempre fui um grande batalhador, desde que engraxei sapato para não ter que pedir dinheiro ao meu pai que, coitado, nem tinha, de tão pobre, mas nunca passei fome. Meus pais não permitiram que a fome nos cercasse. Minha mãe diz que eu trabalhei muito. Eu tenho a qualidade de ser persistente. Acho que isso me dá vontade de viver. E sobre o Nordeste, está na hora de crescer. Precisamos divulgar essa parte boa do Nordeste. Precisamos mostrar o novo Nordeste.

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