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BOLSONARO DA UM BANHO DE ESTRATÉGIA NO STF

Por Patrícia Moraes Em setembro de 2018, quando assumiu a liderança do Judiciário, Toffoli formou um “gabinete estratégico”, com o suposto o...


Por Patrícia Moraes
Em setembro de 2018, quando assumiu a liderança do Judiciário, Toffoli formou um “gabinete estratégico”, com o suposto objetivo de criar canais de diálogo com setores identificados por ele como importantes.
Toffoli então convidou o general Fernando Azevedo Silva para ser Assessor Especial do presidente do STF. O militar topou assumir o cargo.
Opinião: Provavelmente, Toffoli não precisava de um assessor e sim de uma espécie de ‘olheiro’ que pudesse relatar tudo o que ocorria dentro das Forças Armadas e do Governo Federal.
Quatro meses depois, o presidente Bolsonaro decide convidar Azevedo (assessor de Toffoli) para assumir o Ministério da Defesa. Ele foi empossado no dia 1º de janeiro de 2019.
Opinião: Bolsonaro passou a ter um ministro da Defesa totalmente alinhado com Toffoli. Tudo o que ocorria dentro das FFAA, poderia estar sendo repassado ao Supremo.
Desde que foi criado o tal inquérito dos atos antidemocráticos, a intenção do STF era uma só: pegar Bolsonaro com a boca na botija. 
O medo da Corte era que o presidente pudesse dar um golpe militar.
Opinião: Bolsonaro já sabia desse ‘medo’ do STF e do suposto alinhamento entre Azevedo e Toffoli. Foi então que ele promoveu mais de 30 coronéis (alinhados ao Bolsonarismo) para os cargos de generais. A partir de então, o presidente tinha um time reserva de generais. Poderia escalá-los a qualquer momento.
Março de 2021
Bolsonaro fica sabendo, através de um passarinho verde, que qualquer movimento popular (pedindo intervenção militar) poderia ser o estopim para que o STF (com o apoio de Azevedo e os 3 comandantes das Forças Armadas) pudesse promover sua prisão e afastá-lo do cargo.
O presidente então decide afastar Azevedo do Ministério da Defesa e, de quebra, ainda afasta os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
Entra em campo o time reserva de generais, totalmente alinhado e fiel ao presidente, significando (supostamente) que o Supremo perdera o apoio de 4 ‘melancias’.
Opinião: A partir de agora, qualquer movimento indicando um golpe militar, poderá ser realmente um golpe militar. Bolsonaro pode não ser um bom presidente, pode ser tosco, pode ser despreparado para o cargo … mas deu um banho de estratégia em seus inimigos.

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