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Witzel e mais 11 viram réus na Justiça federal por desvios na construção de hospitais da covid e lavagem de dinheiro

Ex-governador, ouvido nesta quarta-feira (16) na CPI da Covid, é acusado pelo MPF de integrar quadrilha suspeita de praticar vários crimes n...


Ex-governador, ouvido nesta quarta-feira (16) na CPI da Covid, é acusado pelo MPF de integrar quadrilha suspeita de praticar vários crimes no Rio de Janeiro.
A Justiça Federal aceitou, nesta quarta-feira (16), denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador Wilson Witzel e outras 11 pessoas acusadas de integrarem uma quadrilha que teria praticado vários crimes contra o Estado do Rio de Janeiro .
Ao receber a denúncia, a juíza federal Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal, tornou réus o ex-governador, a esposa dele, Helena Witzel, o ex-secretário de Saúde do RJ, Edmar Santos e outros nomes acusados pelo MPF de integrar uma organização criminosa que praticava corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Passaram à condição de réus:
Wilson Witzel
Helena Alves Witzel
Lucas Tristão
Gothardo Lopes
Everaldo Dias Pereira
Edson da Silva Torres
Edmar José Alves dos Santos
Victor Hugo Amaral
Nilo Francisco da Silva
Cláudio Marcelo Santos
José Carlos Melo
Carlos Frederico Loretti
Operação Tris in Idem
Em fevereiro deste ano, antes de sofrer impeachment, Witzel já tinha passado à condição de réu em outro processo, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na ação, decorrente da Operação Tris in Idem, o ex-governador responde a acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.
A operação, desdobramento da Lava Jato no Rio, apontou que o ex-governador teria recebido, por intermédio do escritório de advocacia da mulher, Helena Witzel, pelo menos R$ 554,2 mil em propina.
Denúncias
Ao todo, a Procuradoria-Geral da República apresentou quatro denúncias contra Witzel no STJ. 
A primeira delas foi recebida pela Corte superior porque o político ainda estava no cargo de governador.
Com o impeachment, Witzel perdeu o foro privilegiado no STJ e todas as outras ações foram enviadas à primeira instância. 
Duas delas ainda não foram analisadas pela Justiça Federal no RJ.

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