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domingo, 22 de julho de 2018

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Renata d’Aguiar se preocupa com situação no transito da capital
Índices alarmantes mostram que o transito de Brasília precisa de atenção redobrada

Renata d’Aguiar é economista, Auditora Federal de Finanças e Controle do Tesouro Nacional e pré-candidata a deputada distrital. Em seus discursos sempre defende que Brasília precisa de politicas públicas que se ancorem na realidade da população gerando oportunidades que busquem melhorias na qualidade de vida.

Pensando nisso, Renata acompanhou a publicação no Diário Oficial do DF de um decreto que cria a Zona 30, regiões em que a velocidade máxima permitida nas vias será de 30km/h. O objetivo dessa nova lei é incentivar o uso dos espaços públicos e dos meios de transportes não motorizados de forma segura, inclusiva e sustentável.

As vias da Zona 30 serão sinalizadas com placas e serão implantadas com base em projetos que querem promover a convivência harmônica entre os diferentes meios de transporte. A ideia da campanha educativa é maravilhosa se pensarmos em preservação ao meio ambiente e conscientização da população, mas o grande problema é o que pode estar por trás dessa campanha.

Há alguns anos o Distrito Federal tem sido foco na mídia nacional devido as altas arrecadações de multas, mas poucos investimentos em melhorias ou campanhas educativas. Infelizmente a legislação não prevê um percentual definido para a aplicação de recursos na educação do trânsito do DF, apenas um repasse de 5% ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (FUNSET).

“Quem mora em Brasília tem acompanhado o aumento absurdo de pardais que foram instalados nas vias públicas. Só este ano já foram mais de 90 pardais e barreiras eletrônicas. O que questionamos é para onde vai o dinheiro das arrecadações uma vez que o que acompanhamos nas ruas são recapeamentos mal feitos, buracos, bueiros entupidos e várias outras situações de descaso”, questiona Renata.

Em 2017, os valores arrecadados com multas de trânsito cresceram consideravelmente: ao todo foram mais de R$102 milhões arrecadados pelo DER, enquanto o DETRAN bateu todos os recordes com R$ 130,9 milhões. Atualmente

segundo dados dos órgãos, Brasília possui 999 equipamentos de monitoramento, mas até o final do ano esse número aumentará.

Mesmo com essa enorme quantidade de aparelhos, um outro dados que assusta é o alto índice de atropelamento e mortes de transito que acontecem na capital. A média mensal de acidentes fatais e de vítimas mortas aumentou 47,7% e 55,5%, respectivamente, entre janeiro e março de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017. Até Março já haviam quase 100 mortes registradas ocorridas por meio do transito.

“É necessário que parte do dinheiro arrecadado seja direcionado para campanhas de conscientização no transito. Precisamos de melhores qualidades nas vias, campanhas educativas eficientes que massifiquem a redução da velocidade e demais ações que empreguem o dinheiro com retorno para a sociedade. Temos que fiscalizar como esse dinheito está sendo verdadeiramente investido”, defende Renata d’Aguiar.


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