segunda-feira, 25 de novembro de 2019

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Glenn diz, no New York Times, que Bolsonaro ameaça a liberdade de expressão no Brasil
Em artigo publicado no jornal estadunidense The New York Times, o jornalista Glenn Greenwald denuncia que Bolsonaro e seus aliados atacam jornalistas e ativistas que se opõe a ele. "Eles querem intimidação e violência, em vez de política e jornalismo. Eles precisam disso como pretexto para introduzir a repressão que desejam", diz o jornalista, referindo-se ao clã Bolsonaro
25 de novembro de 2019, 12:24 h Atualizado em 25 de novembro de 2019, 12:30


247 - No artigo publicado nesta segunda-feira no jornal, Glenn Greenwald denuncia ao mundo as práticas de Bolsonaro para intimidar jornalistas que denunciam as ações arbitrárias de seu governo.
"O movimento Bolsonaro, como a maioria das facções autoritárias, favorece a intimidação e a violência sobre o discurso cívico - contra seus adversários em geral, mas principalmente contra jornalistas que eles consideram obstáculos. Previsivelmente, o clima para jornalistas desde as eleições presidenciais de 2018 se tornou muito mais perigoso do que antes", denuncia.
"Outros jornalistas sofreram ataques semelhantes. Patrícia Campos Mello, jornalista do maior jornal do país, divulgou uma grande história durante a campanha de 2018 sobre financiamento ilegal por meio de campanhas de mensagens pelo WhatsApp. Ela passou meses sendo alvo de ameaças, juntamente com uma rede de notícias falsas, altamente organizada e bem financiada, espalhando mentiras horríveis sobre ela", relata.
"Em julho, uma das jornalistas mais famosas e influentes do país, Miriam Leitão, da Globo, foi forçada a cancelar uma aparição pública depois de ter sido inundada de ameaças após os ataques do presidente contra ela".
"Nesse mesmo mês, fui convidado a falar sobre nossas exposições jornalísticas em um famoso evento literário na cidade de Paraty que normalmente atrai autores e jornalistas internacionais. Os organizadores do evento estavam tão preocupados com o número de ameaças de violência direcionadas a mim que exigiram que eu chegasse de barco pequeno e não por terra", diz ele.
"Quando chegamos, tivemos fogos de artifício disparados contra nós horizontalmente pelos apoiadores de Bolsonaro. Ao longo do meu discurso, eles continuaram disparando fogos de artifício para nós, um dos quais pousou na multidão de 3.000 pessoas e acendeu uma bandeira em chamas. Os apoiadores de Bolsonaro, incluindo membros do Congresso de seu partido, comemoraram essa agressão".
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