Ao acompanhar a patética saída de João Doria do páreo presidencial e a sua volta vexatória, é possível inferir que chegou o fim do que já ...
Ao acompanhar a patética saída de João Doria do páreo presidencial e a sua volta vexatória, é possível inferir que chegou o fim do que já foi um partido superpoderoso, detendo por oito anos o poder central e por três décadas o Governo do Estado de São Paulo. Ritual fúnebre. O coveiro tem nome: Bruno Araújo.
Figura sem expressão, só chegou à direção do partido por conta das suas ligações íntimas com Aécio Neves, que o indicou para o Ministério de Michel Temer.
Não tem liderança nem no seu Estado de origem, Pernambuco. É levado na galhofa pelas figuras nacionais, que fazem gozação da tentativa dele falar como se carioca fosse. O PSDB agora vai ser reduzido a um cadáver insepulto, como indicam as pesquisas em todos os Estados. A bancada federal vai definhar, pode praticamente desaparecer, e não vai ter um único governador.
Até São Paulo, onde o partido reina há três décadas, tudo indica vai passar para as mãos do PT pela primeira vez na história. Soube que o atual governador Rodrigo Garcia, que teve a vida partidária quase inteira no PFL-Democratas, passou praticamente todos os líderes de votos do PSDB para a União Brasil. Ou seja, o partido tende a perecer no seu próprio berço paulista.
Nas demais partes do País, os restos mortais vão enfrentar cremação natural ou serão sepultados em covas rasas. Que tristeza ser uma pessoa de origem pernambucana, mesmo que o renegue, a se tornar o coveiro de um partido que teve figuras memoráveis como Franco Montoro, Mário Covas e José Richa. O que os membros do PSDB raiz ainda sobreviventes falam é que Bruno Araújo trabalha arduamente para enterrar de vez o PSDB.
Que vergonha!

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