Câmara analisa vazamento de petróleo no RJ Líder do PRB cobra mais informações sobre fiscalização Publicado por Redação PRB ...
Câmara analisa vazamento de petróleo no RJ
Líder do PRB cobra mais informações sobre fiscalizaçãoPublicado por Redação PRB
BRASÍLIA (DF) - Com a participação do líder do PRB na Câmara, deputado Vitor Paulo, um dos membros da bancada do Rio de Janeiro, a Comissão de Meio Ambiente da casa realizou audiência pública para conhecer o real alcance do vazamento de petróleo em águas fluminenses, bem como questionar as medidas adotadas pela empresa Chevron, e pelo órgão de proteção ambiental. Estiveram presentes à audiênca o presidente da Chevron Brasil Petróleo, George Buck; o presidente do Ibama, Curt Trennepohl ; o coordenador de Segurança Operacional da Agência Nacional do Petróleo, Raphael Moura; e o Contra-Almirante Edlander Santos, representando o Comando da Marinha.
O vazamento de petróleo ocorre há duas semanas na Bacia de Campos, litoral norte do Rio de Janeiro. Há informações desencontradas sobre a quantidade de óleo que teria vazado no oceano. De acordo com o presidente da Chevron, no total, pode ter vazado o equivalente a 2,4 mil barris. Informações de ONGs apontavam a possibilidade de o vazamento ser pelo menos dez vezes maior. O presidente da empresa aproveitou a audiência para pedir desculpas ao povo brasileiro e acrescentou:
“No dia 2 de novembro, confirmamos que havia fluxo de óleo. Foi a primeira indicação de que esse incidente estava associado a este poço. No dia 13 de novembro, quatro dias depois de identificar fissuras, conseguimos interromper o vazamento da fonte.”
Para Vitor Paulo, o vazamento de petróleo chama a atenção para a real capacidade de as empresas lidarem com esse tipo de incidente.
“Temos que ter toda a atenção com a atuação das empresas e dos órgãos de fiscalização. Todos vimos o que aconteceu no Golfo do México. Em hipótese alguma podemos permitir que tragédia semelhante aconteça no Brasil. Ainda mais diante das dificuldades maiores que virão com a exploração do pré-sal. Nosso meio ambiente é um patrimônio muito maior do que todas as reservas de petróleo nele contidas”, advertiu o parlamentar do PRB.
Segundo Vitor Paulo, esse tipo de ocorrência deve ainda ser levado em consideração no momento em que se discute a partilha dos royalties entre estados produtores e não produtores de petróleo.
“Não podemos perder de vista o fato de que em incidentes como esse são os estados produtores os mais atingidos. Não seria o caso de eles terem um provisionamento de royalties mais significativo, de forma a arcar com os custos também mais altos?”, indagou o líder republicano.
Os deputados também questionaram o Ibama sobre o desencontro de informações. Segundo o presidente do órgão, houve uma opção por não divulgar informações que estivessem plenamente checadas.
“Só quando tivemos todo o quadro e soubemos quais as providências é que divulgamos ao público o que havia acontecido e as medidas adotadas”. George Buck destacou que a empresa petrolífera foi multada em R$ 50 milhões e que ela ainda está em seu prazo de contestação.
“Mais importante do que aplicarmos eventuais multas é termos certeza de que os procedimentos de extração estão sendo devidamente fiscalizados. Que todos os equipamentos de segurança estão sendo utilizados e estavam à disposição. Essa é nossa preocupação e é isso que vamos cobrar do Ibama, da Marinha, da ANP e das empresas exploradoras”, concluiu Vitor Paulo.
Por Paulo Gusmão
Fotos: Jessé Vieira
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