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Morador flagra PM embriagado em posto

Isa Stacciarini isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br Um sargento da Polícia Militar, identificado como S., foi flagrado aparentemente e...



Isa Stacciarini

isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br





Um sargento da Polícia Militar, identificado como S., foi flagrado aparentemente embriagado em serviço. O caso ocorreu no Posto de Segurança Comunitário (PSC) 082, na Quadra 311/116 do Recanto das Emas. A situação foi registrada em um vídeo feito por um morador da região, que se deparou com a cena ao tentar acionar os policiais da unidade. A gravação foi entregue à Rede Record. Com a fala enrolada, o militar tentava fazer uma ligação, mas mal conseguia encontrar as teclas certas.

Ao fazer outra chamada via rádio, o sargento não conseguia se lembrar do prefixo da viatura. Em outra cena, S. chega a atender as ligações de chamados, tenta anotar os endereços em um pedaço de jornal, mas não consegue. Ele ainda saca a arma e demonstra o que faria caso algum suspeito chegasse no posto. Por fim, o militar se vai até o carro e toma mais uma lata de cerveja.

O caso foi encaminhado para a Corregedoria da Polícia Militar, que colheu depoimento do sargento. O corregedor-geral, Paulo Roberto de Oliveira, ressalta que será instaurado procedimento ético disciplinar. O militar também será avaliado pela área de saúde.

Até as investigações serem concluídas, o sargento ficará afastado do posto e retorna para o 27º Batalhão da PM, unidade de origem. “Ele ficará impedido de fazer o atendimento ao público e nesse tempo não terá autorização para portar arma de fogo”, afirma.

O resultado do processo fica pronto em até 30 dias e pode resultar em advertência e até prisão.

Risco para a comunidade

O comandante do 27º BPM, tenente coronel Edgar Rojas, alega que o caso representa uma atitude isolada. Segundo ele, o policial investigado nunca havia apresentado um comportamento similar. No entanto, admite que o sargento ofereceu risco para a comunidade.

Um sargento, colega do militar, conta que o suspeito é militar há mais de 15 anos. “É uma surpresa para todos nós, pois ele nunca chegou nessas condições e não apresentava nenhum problema”.
Para a comunidade, o fato representa insegurança. “É um descaso”, resume o casal Antônio Barros, 60 anos, e Eva Cosme, 54.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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