Isa Stacciarini E os profissionais de saúde aderiram mesmo à onda de manifestações que tomou conta das ruas. Caracterizados com jaleco...
Isa Stacciarini
E os profissionais de saúde aderiram mesmo à onda de manifestações que tomou conta das ruas. Caracterizados com jalecos brancos, cerca de 300 médicos reivindicaram a obrigatoriedade dos especialistas do exterior que poderão atuar no Brasil se submeterem ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos. Além disso, os médicos pediram mais investimento nos serviços da saúde pública.
A passeata reuniu servidores das redes pública e privada. Eles se concentraram no edifício sede do Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF) e seguiram em direção ao Ministério da Saúde.
Embora a expectativa fosse reunir 3,5 mil profissionais, a marcha seguiu com quantidade menor. Antes da passeata os médicos cantaram o Hino Nacional. Com faixas, cartazes e apitos, os militantes pediam a revalidação do currículo de médicos estrangeiros e condições de trabalho favoráveis.
Os profissionais seguiram pela W3 Sul. O trânsito foi controlado por 22 homens do Batalhão de Trânsito. Quando os profissionais chegaram ao Eixo Monumental, a descida até a Esplanada dos Ministérios foi feita pela via N1 na contramão, o que acarretou pequeno congestionamento no local.
Palácio do Planalto
Os médicos ficaram ao lado do Ministério da Saúde e seguiram para a Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto. Não houve registro de ocorrências. Segundo o presidente do CRM-DF, Iran Cardoso, a marcha causou o cancelamento de três mil atendimentos marcados em ambulatório.
O motivo se deve em razão dos médicos terem ido ao protesto. No entanto, o médico garantiu que todas as consultas serão remarcadas. Os estudantes de Medicina do Brasil precisam cumprir carga de 7,2 mil horas para poderem o direito de atuar na área, os de Cuba só necessitam de 4,2 mil horas.
Poucos leitos e remédios
O presidente do CRM-DF disse que não é contra a contratação de médicos estrangeiros, mas que os especialistas brasileiros querem a revalidação dos diplomas. “Não faltam médicos no Distrito Federal. O que falta são condições e ações básicas nos hospitais para que possamos realizar um atendimento melhor”, fala Iran Cardoso.
Segundo ele, faltam leitos, medicamentos, insumos e cumprimento de escala de emergência. “Se o Estado investisse no atendimento pediátrico, clínica médica, pré-natal e cirurgia os problemas estariam em partes resolvidos”, esclarece.
Médico há 35 anos, José Rubens Iglesias aponta que a classe de profissionais entende que não faltam especialistas, mas, sim, condições para que possam ficar alocados em grandes centros e até em em locais menores favorecidos, como a região rural de alguns estados. “Faltam valorização, condições de trabalho, melhores salários e investimentos adequados”, aponta o especialista.
Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br, com informações da Agência Brasil
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