Com pênalti polêmico e dois de Neymar, Brasil supera gol contra e vira O camisa 10 fez dois gols na vitória de virada por 3 a 1 sobre a Cro...
Com pênalti polêmico e dois de Neymar, Brasil supera gol contra e vira
O camisa 10 fez dois gols na vitória de virada por 3 a 1 sobre a Croácia que fez a Seleção superar gol contra de Marcelo e vencer de virada
O primeiro jogo da Copa do Mundo no Brasil teve choro de emoção, raiva dos dois times em campo, gol contra, pênalti polêmico e, principalmente, Neymar. O camisa 10 fez dois gols na vitória de virada por 3 a 1 sobre a Croácia que fez a Seleção superar gol contra de Marcelo e vencer de virada.
A sensação final da partida foi de alívio graças ao astro do Barcelona. Tudo porque a equipe de Luiz Felipe Scolari não conseguiu controlar a emoção e começou o Mundial errando demais. O pior deles ocorreu aos dez minutos do primeiro tempo, quando Daniel Alves deixou seu setor totalmente livre para Olic cruzar e Marcelo marcar gol contra.
Aos 23 minutos, Fred caiu na área ao ser tocado por Lovren e foi marcado pênalti, intensamente contestado pelos europeus. Mas Neymar converteu e ainda vibrou quando o japonês Yuichi Nishimura também viu falta de Olic em Júlio César para anular o gol de Perisic, que seria o de empate, aos 37. Aos 45, Oscar fechou a conta.
Contestações à parte, o Brasil começa o Mundial com três pontos e buscará outros três diante do México, às 16 horas (de Brasília) de terça-feira, no Castelão, em Fortaleza. A Croácia tenta somar pontos diante de Camarões, na quarta-feira, às 18 horas, em Manaus.
O jogo – O privilégio de jogar uma Copa do Mundo no próprio país resultou em choro nos atletas brasileiros, emoção que contagiou o estádio, mas que demorou a sair do time. A Croácia, que entrou em campo armada para não sair atrás do placar, teve exatamente o que queria.
Como prometeu o técnico Noko Kovac, os europeus tiveram as duas linhas de quatro e a dupla de atacantes compactas, com os dois da frente marcando como volante. O Brasil, então, logo obedeceu Luiz Felipe Scolari, ocupando o campo adversário com todos os seus jogadores de linha. Mas sem encontrar espaço.
A tática croata logo deu certo gerando erros, começando por Oscar, o primeiro a errar passes e proporcionar os contra-ataques que os rivais queriam. Quando a Seleção só tinha finalizado em cabeçada sem perigo de David Luiz, Perisic escapou pela direita e Daniel Alves cometeu seu primeiro grave erro defensivo ao se posicionar mal e deixar Olic cabecear rente à trave de Júlio César, aos seis minutos.
A tensão brasileira, ainda fruto da emoção do hino nacional, ficou clara quando David Luiz quis agilizar uma cobrança de falta da defesa e acertou um forte chute nas costas de Luiz Gustavo. Neymar tentava ajudar voltando até a defesa para dar dinâmica e quebrar as linhas defensivas croatas, mas não era suficiente.
Felipão se irritava com os espaços dados para o contra-ataque e, aos dez minutos, fez questão de apontar que Olic passava livre nas costas de Daniel Alves e ainda tinha Ratkic totalmente desmarcado para iniciar uma troca de passes. Mas Olic resolveu cruzar rasteiro para Jelavic, que desviou sem força. Logo depois dele, porém, Marcelo inaugurou o placar da Copa do Mundo com um gol contra.
Vítima de erro de Daniel Alves, Marcelo logo cobrou seus colegas por perderem muita bola no meio-campo,
Foi quando Oscar, titular mais criticado do Brasil, resolveu aparecer para o jogo. Primeiro, passou a jogar em cima do improvisado lateral esquerdo croata, virando preocupação que evitava a exploração dos rivais nas costas de Daniel Alves. Assim, aos 13, cruzou bola que atravessou o gol sem ser desviada por Fred nem Neymar.
Para auxiliar seu lateral direito, Felipão ordenou a Henrique que trocasse de lado, segurando mais croatas no lado esquerdo da defesa europeia. Oscar, então, ficou tão solto quanto Neymar e, assim, entregou a bola para Paulinho entrar na grande área e finalizar em cima do goleiro Pletikosa, aos 20.
O Brasil, enfim, mostrava competitividade, personificada na insistência de Neymar em ir até a linha de fundo para superar a marcação de Raktic e cruzar bola que sobrou para Oscar soltar a bomba aos 21. A impressão de nervos exaltados só voltou quando Neymar levou amarelo por deixar o braço no pescoço de Modric, aos 25.
Mas Neymar já acertava mais do que errava. Oscar, também. Aos 29, o camisa 11 venceu dividida no círculo central e, mais à frente, deixou o pé duro para vencer dois marcadores e rolar para Neymar, que deixou um rival no chão, aproveitou a passagem de Fred abrindo espaço e ignorou o posicionamento sem marcação de Paulinho paara chutar. A bola tocou no pé da trave esquerda croata antes de gerar alívio a todos.
O gol de empate foi celebrado com abraço coletivo em Scolari. A sensação era de que os prejuízos do nervosismo inicial tinham sido sanados. O carrinho firme de Oscar logo depois da saída de bola croata comprovou que o jogo já tinha dono. O Brasil tinha dois ou três jogadores marcando cada croata que ficava na bola e terminou o primeiro tempo mais animado.
O intervalo serviu para os brasileiros entenderem que a emoção precisava estar controlada, e o time voltou bem mais tranquilo, tocando a bola em busca de espaços em vez de forçar jogadas. Todos no estádio de Itaquera sabiam que a Croácia estava disposta a ficar com a bola ou virar espectador para garantir, ao menos, um ponto diante do grande favorito a ser campeão mundial em 2014.
A Seleção, no entanto, mal fazia o goleiro Pletikosa trabalhar e o croata Modric sabia dominar a troca de passes quando seu time tinha a bola, para segurar os donos da casa. Assim, aos 18 minutos, Felipão resolveu trocar Paulinho, cansado, para mexer na dinâmica do meio-campo com a entrada de Hernanes.
Mas foi na base da vontade de Neymar em tirar a bola do rival já no campo de defesa que o Brasil cresceu. Aos 20 minutos, o atacante foi derrubado com violência e arrumou cartão amarelo para Corluka. Scolari entendeu como furar a retranca adversária e trocou Hulk para apostar na velocidade de Bernard, aos 22.
As faltas croatas se tornaram fatais. Aos 23, Fred domina de costas e cai na grande área ao ser tocado por Lovren. Sob intensa contestação, o árbitro marcou pênalti e ouviu por dois minutos a reclamação dos europeus. Quando foi autorizado, Neymar cobrou na mão de Pletikosa, que não colocou força suficiente para espalmar e permitiu que a bola entrasse, proporcionando a virada brasileira.
A Croácia teve que controlar a irritação para ir à frente e acabou dando espaços para o Brasil controlar a bola. A defesa de Scolari, contudo, estava longe de ser confiável e uma saída errada de Júlio César resultou em gol de Perisic, aos 37. O empate só não foi confirmado porque o árbitro apontou falta de Olic ao se chocar com o goleiro.
O resultado, então, deu à torcida a oportunidade de gritar “olé”. Em campo, o desempenho da defesa deixou a desejar, tanto que Felipão abriu mão de Neymar para Ramires ajustar a marcação nos fim do jogo. Júlio César salvava o time com defesas até que, nos acréscimos, um chute de bico de Oscar nas redes garantiu a vitória.
Fonte: Gazeta Esportiva
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