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quarta-feira, 2 de julho de 2014

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Jornalista Eduardo Brito
Base governista terá duas chapas para deputado federal
Depois de muita discussão, em reunião que começou na tarde de segunda-feira e foi retomada na manhã de ontem, terminando só após as 13h, decidiu-se que os partidos da base do governador Agnelo Queiroz (foto) formarão duas chapas diferentes para a Câmara dos Deputados. O próprio Agnelo participou de todo o debate, frequentemente apelando aos partidos por fórmulas conciliadoras. Uma das chapas, a do PT, reunirá seis partidos. A outra, do PMDB, ficou com 10.

Evangélicos ficam com petistas

Chegou-se a pensar em uma terceira chapa, que atrairia dois partidos não comprometidos com Agnelo, o PSD e o SDD. Como os dois acabaram integrados à candidatura de Rodrigo Rollemberg, inclusive nas proporcionais, essa terceira opção evaporou-se. Ficaram na companhia dos petistas os três partidos que contam com candidatos evangélicos mais fortes, o Pros, o PRB e o PSC, além de PP e PCdoB.

Quem faz dois, quem faz três

Estará ao lado do PMDB uma sequência de partidos, todos de menor porte: PEN, PPL, PTN. PHS, PTdoB, PSL, PV, PRP e PTC. Presidente regional do PHS e político experiente, Lucas Kontoyanis fez suas contas. Acredita que a coligação encabeçada pelo PMDB tende a fazer dois deputados federais, podendo chegar a três, enquanto a chapa do PT tem condições de eleger três, mas pode perfeitamente ficar em dois.

Meio milhão a menos

Na eleição passada, vale lembrar, o PT elegeu três federais. Foi puxado, entretanto, pelas votações de José Antônio Reguffe, pois a coligação incluía o PDT, e dos petistas Paulo Tadeu e Geraldo Magela. Só os três somaram 550 mil votos. Desta vez, nenhum deles está na chapa.

Nanico resistente...
O Buriti fez de tudo para preservar, na eleição, o apoio dos 17 partidos que estão na sua base e que tem seus presidentes no Conselho Político. Chegou aos 14 com relativa facilidade. Perdeu então o PTB, que foi com Gim Argello para a chapa de José Roberto Arruda. A duras penas conseguiu um acordo de última hora com o PP. Quem faltou na lista foi só o nanico PRP, que tem apenas dois deputados federais, um de Roraima e outro da Bahia. Por ironia, é presidido por Adalberto Monteiro, que vem a ser tio do secretário Cláudio Monteiro, ligadíssimo ao governador Agnelo Queiroz.

...nanico reincorporado

Para reincorporar o PRP à base, já depois de tudo acertado com os demais partidos, foi preciso fazer uma nova reunião, ontem. É que, apesar de tudo, o PRP estava sem coligação para a Câmara Legislativa, o que poderia condená-lo de vez à irrelevância. Assim a conta fecha e a campanha de reeleição fica mesmo com 16 partidos.

É ela

Para a campanha do ex-governador José Roberto Arruda, a candidata a vice será mesmo a deputada Eliana Pedrosa. Pode até haver confronto na Justiça Eleitoral. Mas que tem a ata da convenção regional, indispensável para o registro da candidatura, é exatamente Eliana. Para o registro, é o que basta.

Reajuste de funcionários O deputado federal Roberto Policarpo levou a diretoria do Sindjus, que já presidiu, para uma audiência com o ministro Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal, hoje presidente do Tribunal Superior Eleitoral, para tratar do reajuste dos cerca de 120 mil servidores do Poder Judiciário em todo o País. A proposta de recomposição salarial da categoria consta de projeto de lei encaminhado pelo STF à Câmara dos Deputados no início deste mês.


Vagas para pessoas com deficiência

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado deve votar hoje projeto do senador brasiliense Gim Argello que propõe reserva de 20% das vagas em concursos públicos para pessoas com deficiência. No entanto, o relator do projeto, Eduardo Suplicy, apresentou proposta para fixar cota mínima de 5%, sem limite de teto, entre outras mudanças. O texto determina ainda que o candidato com deficiência participará do concurso público em condições iguais aos demais candidatos quanto ao conteúdo das provas, aos critérios de aprovação, a exigência de nota mínima, e ao horário e local de aplicação das provas.

Condições especiais

Porém, assegura ao candidato com deficiência acesso ao local do exame e a provas adaptadas, como as elaboradas em Braile ou impressas com fonte de tamanho maior. Prevê ainda a possibilidade de a pessoa com deficiência requerer tempo adicional para realização das provas, conforme justificativa acompanhada de parecer médico. Para Gim, trata-se da defesa do direito ao trabalho de uma população de mais de vinte milhões de brasileiros, tradicionalmente excluída do setor produtivo e assim impedida de garantir o próprio sustento”, defende o senador Gim.

Nada de intervenção no PDT

Sem citar o Buriti, o senador Cristovam Buarque mostra que errou quem apostava em uma intervenção do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, para impedir a coligação brasiliense entre o partido e o PSB de Rodrigo Rollemberg. O próprio Cristovam participou das negociações entre a direção nacional e a local de seu partido. A coligação, originariamente entre PSB e PDT, ainda foi estendida para incluir SDD e PSD. A propósito, Cristovam acha que, mesmo pouco conhecido dos eleitores do Distrito Federal, o indicado pelo PSD a vice, Renato Santana, poderá ajudar a chapa.

táfalado

Vice serve para não tirar voto. Não é para dar voto. Acho que o Renato Santana pode ajudar, ao contrário de outros, que atrapalhariam. Afinal, é jovem, vem de Ceilândia, é negro e funcionário concursado do Governo do Distrito Federal.

Cristovam Buarque, senador pelo PDT do Distrito Federal

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