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terça-feira, 1 de julho de 2014

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Ex-procurador da República e ex-presidente da Corte, o mineiro pediu aposentadoria no mês passado. A saída do magistrado é considerada precoce.

Joaquim Barbosa foi o primeiro negro a presidir o STF. Ele se aposenta aos 59 anos. Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa participa da sua última sessão na Corte nesta terça-feira (1°/7). Conhecido por ser o relator da Ação Penal 470, o mensalão do PT, ele deve encaminhar ainda hoje seu pedido de aposentadoria ao Poder Executivo. Sua saída ocorre 11 anos após assumir uma cadeira na Corte...

O magistrado se destacou pela rigidez durante o julgamento do caso, no qual mandou para a cadeia correligionários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que patrocinou sua indicação ao STF. Entre os acusados estão o ex-presidente do partido José Genuino e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Joaquim Barbosa anunciou sua aposentadoria no mês passado, aos 59 anos, idade considerada prematura. O limite máximo para permanência no Supremo é de 70. O ex-presidente é ministro desde junho de 2003 e assumiu a principal cadeira da corte em outubro de 2012.

Um dos motivos para a sua saída seriam as constantes insatisfações e ameaças de determinados setores sobre suas decisões, especialmente por parte da militância petista.

Entre os aspectos que diferenciam Joaquim Barbosa é o fato de ele ser filho de dona de casa e pedreiro, tendo ajudado o pai na profissão. Original de Paracatu (MG), foi oficial de chancelaria, professor universitário e procurador do Ministério Público Federal. (MPF). Fez mestrado na Universidade de Brasília (UnB) e doutorado na França; fala fluentemente inglês, francês, alemão e italiano.

Fonte: Por MARCELO DANTAS, Jornal Opção - 01/07/2014
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