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sábado, 18 de abril de 2015

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Parlamentares e governador citam méritos do projeto original e cobram soluções para problemas
Daniel Cardozo
Os 55 anos de Brasília foram homenageados pelo Congresso Nacional. Em solenidade na Câmara dos Deputados, parlamentares lembraram as virtudes da cidade e desejaram tempos melhores e cobraram a solução dos problemas atuais. 
Além dos discursos, houve tempo para a arte. O Corpo de Bombeiros foi responsável por executar o Hino Nacional. Depois disso, o madrigal da Escola de Música de Brasília cantou o hino da cidade e canções como “Peixe Vivo”, a música preferida de Juscelino Kubitschek. E foi JK uma das figuras mais lembradas durante a solenidade. Dois vídeos institucionais, mesclando imagens históricas com filmagens atuais, foram mostrados nos telões do plenário  da Câmara.
Apoio do Congresso
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) compareceu à cerimônia e, como tem feito nos últimos dias, fez aos presentes uma avaliação de seu governo. Ele fez questão de ressaltar as dificuldades. “É um momento de contenção de gastos, mas temos contado com a solidariedade, a compreensão, a generosidade da população de Brasília”, disse. 
O respaldo do Legislativo foi citado por Rollemberg. De acordo com o governador, “Sabemos que teremos um ano muito difícil, mas estamos agindo, na medida do possível, para equilibrar as contas. Temos contado também com o apoio do Congresso Nacional”, resumiu.
Quando foi a vez do autor do requerimento da solenidade, o deputado Rogério Rosso (PSD), tomar a palavra, foram trazidas memórias particulares. “Foi nesse mesmo dia, 17 de abril, há cinco anos, que eu fui eleito governador do Distrito Federal”, lembrou. 
Rosso fez referência ao partido que elegeu JK, o antigo PSD, extinto e recriado em 2011. E até mesmo ao número eleitoral, o 55, idade que Brasília completará daqui a três dias.
Os problemas enfrentados nos últimos meses foram incluídos na fala do deputado do PSD, que expressou otimismo. “A crise administrativa que Brasília mergulhou nesses últimos anos não tem precedentes. Mas como uma fênix, a cidade começa a ressurgir das cinzas. Nossa gente mostra mais uma vez a capacidade de enfrentar as dificuldades e superá-las com suas próprias forças”, relatou.
Espaço até para as alfinetadas partidárias
Mas nem tudo foi festa. Além da exaltação ao projeto arquitetônico, a coloração partidária foi lembrada nos discursos e levantou polêmicas. O primeiro a causar controvérsia foi o deputado Izalci Lucas (PSDB). Em seu discurso, o parlamentar criticou o PT. “É pena que o PT no poder, com toda a herança bendita do PSDB, tenha jogado no lixo a revolução que fizemos nesse País”, criticou. No entanto, a fala do tucano se centrou mais em Brasília, a homenageada do dia. “O presidente JK deu esse presente ao Brasil, que foi trazer a capital o centro e, assim, desenvolver o nosso País. O Brasil era da praia e depois de JK passou a ser de todo o País.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), fez críticas ao governo de Agnelo Queiroz (PT) e responsabilizou o partido pelas dificuldades financeiras. “Deixo apenas esse alento ao povo de Brasília que já sofreu com um governo petista”, criticou.
A deputada Érika Kokay (PT) fez uma fala emocionada, mas apesar de ter sua legenda citada, evitou o confronto. “Hoje é um dia de festa, de lembrar essa cidade que acolheu tão bem a todos nós. Temos que deixar o discurso de ódio de lado”, disse.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
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