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segunda-feira, 23 de abril de 2018

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Depois de sair fora da base do governo, partido dá sinais de que abandonará frente de Alírio também


Figurões do PRB (Julio Cesar, Evandro Garla e Wanderley Tavares) foram à casa de Frejat junto com Paulo Octávio – Foto: Divulgação

Uma carta foi a senha para que o PRB deixasse a base do governador Rodrigo Rollemberg e a desculpa também para que o partido fosse negociar com o grupo do ex-governador José Roberto Arruda, mesmo depois de assinar um documento em que declarava apoio ao colegiado liderado pelo ex-distrital Alírio Neto e o deputado federal Izalci Lucas (PSDB).

Graças à declaração de independência, explica o deputado distrital Julio Cesar Ribeiro, o partido “pode conversar com todos os players”. Nesta segunda-feira (16), causou polêmica uma foto divulgada no Instagram do parlamentar evangélico: o registro de um encontro com o pré-candidato Jofran Frejat (PR) e Paulo Octávio (PP). No retrato, além dos dois “amigos” de Arruda, estão Julio, o secretário nacional do partido, Evandro Garla, e o presidente regional, Wanderley Tavares.

A reunião, que ocorreu na casa de Frejat e no mesmo dia em que o grupo de Alírio passou o dia reunido discutindo quem vai encabeçar a chapa, foi justamente para discutir o cenário político local, explica Julio. “Apenas estamos conversando. Nesse momento, é só conversa”, disfarça o parlamentar.

Sobre a nota pública de apoio ao grupo de Alírio que a sigla assinou, Julio diz que isso foi “há 45 dias”. E, de lá para cá, o partido já declarou independência. “Contudo, as conversas estão avançadas naquela frente, mas abriu possibilidade de conversarmos com todos os players”, completa o distrital, que vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Na Câmara Legislativa, Rodrigo Delmasso, que se filiou recentemente à legenda, tentará a reeleição.

Para Alírio, que espera encabeçar a chapa do grupo que reúne 12 partidos, “na política, tudo é possível”, embora ele confie que o PRB esteja fechado com o grupo. “Mas eles têm liberdade”, explica, depois de cogitar que o encontro com o grupo de Arruda tenha ocorrido em data anterior à declaração de apoio da legenda.
Insatisfação
Os evangélicos andam insatisfeitos com o tratamento que sai lá das bandas do Palácio do Buriti. E este seria o motivo que levou o partido a deixar logo a base e partir em busca de mais valorização. Têm a favor um segmento que é bem importante para a definição de uma eleição e querem ser reconhecidos por isso.

Apesar de, nos bastidores, o PRB também se juntar aos demais evangélicos no sentimento de desprestígio da atual gestão, a posição da sigla será de independência. “O PRB -DF não se posicionará como oposição, mas trilhará o caminho da independência, sem se negar ao diálogo, à colaboração e a votar favoravelmente todas as propostas que considerar positivas para o Distrito Federal”, diz a nota divulgada pela sigla, que deixa claro que a saída da base “tem caráter definitivo e irreversível”.


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