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quinta-feira, 14 de junho de 2018

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Oposição faz nova tentativa de fechar uma só chapa ao Buriti

Até o final deste mês, o trio vai intensificar as negociações com os respectivos grupos pré-eleitorais em busca de um ponto de equilíbrio.

Francisco Dutra

O pré-candidato ao Senado Federal e presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), o pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, Jofran Frejat (PR) e, o pré-candidato à reeleição, senador Cristovam Buarque (PPS) decidiram continuar a batalha por uma aliança até o último momento antes das eleições. Até o final deste mês, os três vão intensificar as negociações com os respectivos grupos pré-eleitorais em busca de um ponto de equilíbrio.

Paralelamente, o PDT começa a traçar rotas alternativas. Neste sentido, o partido avalia buscar uma composição com a pré-candidata ao Palácio do Buriti, Eliana Pedrosa (Pros). Outra trilha alternativa no horizonte é o lançamento emergencial de uma pré-candidatu
ra caseira para o Executivo. Por este caminho, o nome mais provável é o do ex-distrital Peniel Pacheco, atualmente em preparação para tentar a Câmara dos Deputados.

Buarque, Valle e Frejat reuniram-se na noite da última terça-feira (12/06). “Queremos a união de pessoas comprometidas com Brasília. Pessoas com compromisso com a cidade. Naturalmente discutimos, mais uma vez, a possibilidade composição. Conversaremos até o final deste mês com nossos grupos”, contou Frejat.

Apesar das intenções claras das três lideranças o cenário apresenta muitos obstáculos para uma aliança. Antes das conversas, Frejat empenhou a palavra em apoiar as pré-candidaturas para o Senado Federal de Alberto Fraga (DEM) e Paulo Octávio (PP), personagens cuja trajetória política bate de frente com a história e posicionamentos do PDT. “Estamos buscando a unificação, mas não vou quebrar minha palavra”, afiançou Frejat.

A reportagem conversou em reservado com integrantes do comando do PDT. Do ponto de vista da agremiação, o primeiro ponto fora da curva é a grande vontade do partido de ressuscitar a pré-candidatura de Valle para o GDF. Este é um desejo regional e nacional, nutrido inclusive pelo presidenciável do partido, Ciro Gomes.

A definição das alianças nacionais também está na balança. Com chances reais de conseguir uma vaga no segundo turno, Gomes constrói pontes com vários partidos – por exemplo PSB, DEM e PP. Dificilmente, porém, qualquer definição poderá forçar uma aliança com o PSB no DF para a reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB).

“Rollemberg não está nos planos do PDT. Não é plano B e nem qualquer plano de A a Z! Não passa pela nossa lógica. É mais complicado explicar para o eleitorado porquê saímos da base há seis meses e voltamos, do que um aliança com Frejat”, comentou o deputado distrital Cláudio Abrantes (PDT). Por outro lado, portas poderão ser abertas para outras composições.

O PPS tem emitido sinais claros de desconforto com a atual Aliança Alternativa. A frente vem perdendo fôlego. Além disso, a pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) para a Presidência vem se diluindo a cada dia. Por consequência, o nome da aliança para o GDF, o tucano Izalci Lucas, também perde força.

Eliana pode ser a opção

Sem chamar a atenção, PDT e Eliana Pedrosa costuram boas relações. Em passado não muito distante, a pré-candidata conversou intensamente com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. E pelo fato do Pros não ter nome para disputar o Palácio do Planalto, o terreno está aberto para a construção de um palanque para Ciro Gomes.

No ano passado, o partido inclusive tentou pavimentar a filiação de Pedrosa. E o crescimento da pré-candidatura de Pedrosa, com as bençãos do clã do Roriz, chamou a atenção de muitos nomes do PDT brasiliense. Fazendo contas, nomes do partido consideram que uma composição pode atrair outras forças como a Rede, PCdoB.

Pedrosa garante que nas últimas semanas não teve conversas diretas com nomes do PDT. Mas que não vê com maus olhos uma eventual composição. “Certamente, tenho muitos amigos no PDT. Seria uma aliança excelente com certeza”, ponderou.

A pré-candidata também destacou a ausência de nome do Pros para o Planalto. “Nossa margem de negociação, de articulação é maior”, reforçou. Segundo Pedrosa, até que o tabuleiro nacional esteja definido, as alianças regionais estarão em aberto.

Saiba Mais


A reportagem tentou contato com o senador Cristovam Buarque, mas as ligações não foram atendidas.

No Ceará, PDT e DEM são atualmente aliados.

A aproximação da Rede depende da evolução – ou não – da pré-candidatura de Marina Silva para o Planalto.

Aliados de Frejat o questionam por conversar com potenciais adversários em outubro. “Sabe o que digo? Se Kim Jong-un apertou a mão de Trump, porque não posso conversar os outros?”, rebate Frejat.
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