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segunda-feira, 30 de julho de 2018

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Qual a relação de Eliana Pedrosa com o mercado da morte? Os fantasmas assustam

Vixe! Cadáveres ressurgem dos túmulos e voltam a assombrar Eliana Pedrosa

A macabra história que envolve o comércio da morte, que controla os cemitérios de Brasília, amplamente investigada por uma CPI da Câmara Legislativa em 2008, começa a assombrar a pré-candidatura de Eliana Pedrosa na disputa pelo governo do DF

Por Toni Duarte//RADAR-DF


Um “recado bomba” chegou via pombo sem asa à coligação da ex-distrital Eliana Pedrosa que pode estourar a qualquer momento no meio da guerra de dossiês que está apenas começando.

Depois de Frejat, Eliana pode ser o alvo da vez a pedir para desistir ou pisar o pé no freio para não crescer tanto como o combinado.

O resultado da última pesquisa do Instituto Paraná, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que apontou um quase empate técnico (11.5% verso 9.8%) entre Rodrigo Rollemberg (PSB) e a pré-candidata do Pros, respectivamente, acendeu a luz vermelha dos apoiadores da reeleição do governador socialista.


Com a saída de Frejat, que liderou a corrida governamental com 25,4% da intenção de voto do eleitorado brasiliense, a ex-distrital passou ser vista como uma ameaça para a manutenção do pior governador da história de Brasília no comando do Buriti.

A candidatura da dona informal da Esparta e da Dinâmica, empresas que mantém contratos milionários com o GDF, teria surgido num primeiro momento por incentivo do ex-governador Arruda, de cujo governo ela foi secretária de Estado, e no segundo momento como “laranja”, para blindar a campanha da reeleição do socialista Rollemberg.

No segundo caso, por meio de um suposto acordo, Eliana estaria livre para sentar o pau nos adversários, que fazem oposição ao governo, e deixar o caminho livre para a carruagem do governador passar sem as incômodas críticas ao seu desastrado governo.

Por ter crescido nas pesquisas pelas mãos do marqueteiro Mauricio Cavalcante, que também é o coordenador de marketing da campanha de reeleição do governador Rollemberg, e por começar a gostar da ideia de que pode efetivamente ser eleita governadora do DF, Eliana se depara com uma horrenda história do passado.

O passado que assusta

O hediondo mercado da morte investigado por uma CPI da Câmara Legislativa em 2008, que continuou sendo alvo de pelo menos duas operações recentes da Policia Civil, realizadas em 2016 e 2017 com prisões e indiciamento de papa-defuntos, voltou à tona como zumbis para assustar Eliana Pedrosa.

Na semana passada, Eliana com a ajuda do seu vice, o delegado aposentado Alírio Neto (PTB), chamou ao seu comitê um grupo de policiais civis para reforçar a promessa de que, no seu primeiro dia de governo, garantiria a paridade salarial entre a Polícia Civil e a Polícia Federal.

No entanto, ao que parece o prometido não serviu de antídoto para a pré-candidata do Pros se livrar dos fantasmas que ronda a sua pré-candidatura.

O quartel da morte da Capital da República é turbinado por 1.500 sepultamentos realizados mensalmente nos seis cemitérios do DF por empresas que prestam serviços funerários, as quais faturam R$ 90 milhões por ano.

O Radar apurou que o tenebroso mercado da morte, que faz reuso de caixão e que esquarteja cadáveres e vende suas vísceras, além de falsificar atestados de óbitos e cobra preços superfaturados, conta com o envolvimento de médicos, funcionários de hospitais, donos e empregados de funerárias e tem apoio político.

Um suposto dossiê sobre o mercado da morte que mete medo a Eliana, não contém apenas fatos novos, como as prisões e mandados de buscas e conduções coercitivas como as que ocorreram, em novembro do ano passado, com a segunda fase da operação Caronte contra a “máfia das funerárias”.

O documento, fruto de investigações policiais, ganhou volume nos últimos 15 dias ao incluir parte de uma história que estava morta e enterrada, há onze anos, no túmulo da conveniência política, vigiado pelo “coveiro de plantão” que senta na cadeira número 1 do Buriti.

A história é remontada em seu status quo. Em 2008, Eliana teve que depor na CPI da CLDF por ter uma participação societária no consórcio Campo da Esperança que administra os cemitérios do Distrito Federal.

Pedrosa era na época, secretária de Desenvolvimento Social, pasta que fiscaliza o setor.

É também sabido que atualmente a pré-candidata ao Buriti, não é mais sócia da empresa que administra cemitérios e nem tem ligação financeira ( como tentam apontar o seu principal adversário) e com nenhuma das funerárias de luxo que exploram o mercado da morte no DF e que viraram alvo da polícia.

Se Eliana Pedrosa não tem ligações financeiras com o mercado da morte, pode se dizer que a pré-candidata do Pros possui laços políticos com os papa-defuntos que operam no DF.

O Radar apurou que no meio da coligação que apoia Pedrosa, na disputa pelo Buriti, o cartel da morte já tem a sua própria legenda, o PMB-DF, conhecido como o Partido das Funerárias. Os rasga-mortalhas defendem a construção de mais cemitérios e uma lei que permita a construção de crematórios.

Além de diabos e capetas que derrubaram Jofran Frejat, surgem agora fantasmas e espíritos do além, vagando e assombrando nestas eleições.

Afe Maria, Cruz Credo! Sangue de Jesus tem Poder!
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