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sábado, 18 de agosto de 2018

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Saiba quem são os vices nas chapas dos candidatos ao Buriti

aiba quem são os vices nas chapas dos candidatos ao Buriti
Além de atrair votos na chapa, o número dois na disputa do principal cargo do Distrito Federal pode substituir o chefe do Buriti em diversas situações. Um dos desafios, o de tornar-se conhecido da população, começa durante a campanha

AP Alexandre de Paula
Depois de intensas negociações para fechar alianças e composições partidárias, os candidatos ao Governo do Distrito Federal definiram quem estará ao lado deles nas eleições como vice. A maioria dos escolhidos são nomes pouco conhecidos do eleitorado em geral e precisarão se apresentar à população durante a campanha. Evangélicos, empresários, presidentes de partido, ativistas e servidores públicos figuram entre aqueles que têm a função de agregar votos. Se eleitos, eles deverão substituir o governador em situações eventuais e no caso de o chefe do Palácio do Buriti deixar o cargo.

Fidelidade e companheirismo são palavras centrais no discurso desses concorrentes. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) buscou um nome de confiança para a vaga na chapa. O socialista rompeu com o vice-governador, Renato Santana (PSD), por atritos que começaram em 2016. Desde então, recebe críticas do ex-aliado, hoje apoiador da candidatura de Rogério Rosso ao GDF, também do PSD.
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Desta vez, o escolhido de Rollemberg foi o engenheiro civil Eduardo Brandão (PV). Ex-secretário de Meio Ambiente, ele é aliado de longa data do governador. “Tenho uma relação com o Rodrigo de muitos anos. Só não estivemos juntos quando fui candidato a governador em 2010. Existe uma afinidade grande e uma vontade de construir um projeto para Brasília”, afirma. Ele acredita que poderá contribuir em áreas de execução e no diálogo com o meio político, caso a chapa seja eleita.
Afinidade
O meio evangélico se consolidou no cenário político como fonte de muitos votos e tem tradição de eleger diversos representantes, principalmente parlamentares. Rosso foi buscar nesse segmento Egmar Tavares (PRB), que adotou o discurso em defesa da família e dos valores cristãos. Tavares é pastor da Assembleia de Deus Madureira e está na igreja desde o fim dos anos 1970. Ele concorreu a deputado federal e distrital. “Fui candidato algumas vezes. Venho tentando consolidar uma candidatura há algum tempo. O meu nome surgiu como vice na coligação pensando justamente no setor evangélico. A procura era por alguém que fosse conhecido e tivesse uma trajetória política”, conta.
O presidente regional do Avante, Paco Britto, disputará as eleições ao lado do candidato do MDB ao GDF, Ibaneis Rocha. O empresário do setor de construção e de assessoria tributária diz que a escolha se deu pela afinidade em questões de programa e pelo peso do Avante na disputa proporcional. “Foi uma escolha dos partidos da nossa composição. Essa coligação veio por causa das propostas que temos e pelo trabalho forte do Avante com deputados federais e distritais. Vamos lançar 48 nomes para distrital e 16 para federal”, justifica Britto.
O ex-delegado da Polícia Civil e ex-distrital Alírio Neto (PTB) chegou a esboçar uma candidatura ao Palácio do Buriti no começo das negociações, mas fechou com Eliana Pedrosa (Pros). Alírio também é presidente regional do PTB. A chapa, que tem apoio da família Roriz, foi uma das primeiras a divulgar o nome do vice, em junho.
O grupo de Alberto Fraga (DEM) tentou buscar um vice fora da aliança estabelecida com PR, PSDB e Democracia Cristã (DC). Uma das esperanças era fechar com um nome do PP, que se aliou a Ibaneis. Sem sucesso, a opção foi lançar o presidente interino do PR no DF, Alexandre Bispo. Ele acredita que o trabalho ao lado de Jofran Frejat, que desistiu da disputa, pode auxiliar na campanha. “Depois que as alianças com outros partidos terminaram, o meu nome foi escolhido para manter esse trabalho que fizemos nos últimos três anos ao lado do Frejat”, disse.
Puro-sangue
Seis dos 11 pré-candidatos ao Executivo local nesta eleição optaram por lançar chapas puro-sangue, com candidatos a governador e a vice da mesma sigla. É o caso do PSol, que divulgou a chapa completa com Fátima Sousa como postulante a governadora e a conselheira tutelar Keka Bagno como vice, ainda em maio. “Queríamos um nome que fosse complementar ao da Fátima, que viesse dos movimentos sociais e que fosse jovem e mulher”, conta Keka. O partido recusa o termo vice e prefere trabalhar com a ideia de cogovernadoria. “Se eleitas, seremos duas pessoas governando, dividindo todas as responsabilidades”, explica.

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/08/18/interna_cidadesdf,700766/saiba-quem-sao-os-vices-nas-chapas-dos-candidatos-ao-buriti.shtml
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