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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

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Brasil fica estagnado no ranking do IDH e ocupa 79ª colocação entre 189 países
País ficou entre os quatro das 12 economias sul-americanas que não apresentaram mudança no ranking
O Brasil, ao lado da Argentina, do Chile e do Suriname, ficou entre os quatro países da América do Sul que não apresentaram mudança na classificação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado nesta sexta-feira (14/09). O país ficou estagnado na 79° posição desde 2015, com índice de 0,759, em 2017, levemente acima da média global, de 0,728. Apenas o Uruguai subiu de posição entre os sul-americanos. As sete demais economias da região perderam posições no estudo da ONU. No entanto, desde 2012 o país subiu sete posições.
O IDH mede o progresso dos países em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: saúde, educação e padrões de vida. Quanto mais o índice ficar próximo de 1,0, maior o nível de desenvolvimento de cada economia pesquisada. Noruega, Suíça, Austrália, Irlanda e Alemanha lideram o ranking dos 189 países e territórios no levantamento deste ano, com as seguintes pontuações: 0,953, 0,944, 0,939, 0,938 e 0,936, respectivamente. Os cinco últimos países no ranking são: Burundi ( com índice de 0,417), Chade (0,404), Sudão do Sul (0,388), República Centro-Africana (0,367) e Níger (0,354).
De acordo com o estudo do Pnud, os maiores crescimentos no ranking do IDH entre 2012 e 2017 foram na Irlanda, que subiu 13 posições, seguida por Turquia, República Dominicana e Botsuana, que subiram oito posições. As maiores quedas foram sofridas por Síria, Líbia, Iêmen e Venezuela, que caíram 27, 26, 20 e 16 posições, respectivamente.
Dos 189 países pesquisados pela ONU para o cálculo do IDH, 59 países estão no grupo de “muito alto” desenvolvimento humano, 53 estão no grupo de “alto” desenvolvimento humano, 39 países têm valores médios de IDH e apenas 38 países estão no grupo de baixo IDH.
Desigualdade
Considerando a desigualdade na distribuição do desenvolvimento humano, o IDH global, de 0,728 em 2017, cai para 0,582, representando uma perda de 20% e uma queda da faixa de alto desenvolvimento humano para a média do IDH, de acordo com o estudo.
A desigualdade mundial na distribuição de renda é a mais alta (22,6%), seguida pela desigualdade nos ganhos em educação (22,0%) e depois na saúde (15,2%).
O levantamento aponta que a distribuição desigual de ganhos de desenvolvimento humano na educação, expectativa de vida e renda é maior nos maiores níveis com IDH mais baixo, que registraram as perdas mais elevadas, acima de 30%. Países de muito alto desenvolvimento humano tiveram uma perda média de IDH devido à desigualdade, de 10,7%.

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