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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

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Paula Belmonte: De vendedora de brigadeiros a administradora de empresas
Por Delmo Menezes
Paula Belmonte, candidato pelo PPS a Câmara dos Deputados.
Os representantes eleitos precisam se manter conectados com a população. Quando a gente fala de renovação, não é uma renovação por renovação. (Paula Belmonte)
Por Delmo Menezes
Uma linda história de superação e perseverança é a da pré-candidata a deputada federal pelo PPS-DF, Paula Belmonte. Casada com o advogado Luís Felipe, mãe de seis filhos, Paula é uma mulher forte, determinada, que não desiste de lutar por seus objetivos, mesmo nos momentos de muita dor, quando perdeu um dos seus filhos. Com três anos de idade, desembarca em Brasília, ainda na década de 1970 em plena ditadura militar.

Muita gente acaba simplesmente se entregando ao longo do caminho, desistindo de si mesmo. Por outro lado, existem mulheres como Paula que persistem até o último momento, conseguindo dar uma grande virada na vida e se transformando em um verdadeiro exemplo de resiliência.
Na sua adolescência, vendia brigadeiros para sustentar seus estudos e aos 16 anos conseguiu o primeiro emprego com carteira assinada. Logo descobriu sua vocação para o empreendedorismo, tendo graduado em administração de empresas.
“Graças a Deus tive uma infância muito feliz. Eu era uma criança inquieta, conhecida na quadra inteira e que gostava de desafios. Estudava em uma Escola Classe, na Asa Norte, e foi lá que dei os primeiros passos no empreendedorismo”, ressalta Paula.Foto: Reprodução Facebook

Paula acredita que a boa política muda a vida das pessoas. Segundo ela, “vivemos em um país desigual, onde faltam oportunidades para todos. O abandono das crianças interfere diretamente em questões como saúde e segurança pública. É por esse motivo que é urgente um pacto pela infância em todo o Brasil. E quem tem que assumir essa consciência é quem está no poder. A sociedade precisa cobrar dos governantes uma resposta para os problemas da infância”, explica Paula Belmonte.

Na disputa por uma vaga à Câmara Federal, Paula tem percorrido todo o Distrito Federal, sendo recebida com carinho por centenas de pessoas, que fazem questão de abrir suas casas. “Os representantes eleitos precisam se manter conectados com a população”, afirma Belmonte.Paula Belmonte, junto com sua família. Foto: Reprodução Facebook.

“Quando a gente fala de renovação, não é uma renovação por renovação, porque é um gosto. A renovação tem que vir com esses princípios: O princípio da política humana, o princípio da política para a população e o princípio da política com amor. Porque é possível. É isso que eu acredito”, disse a pré-candidata.
Veja algumas bandeiras defendida por Paula Belmonte:

FORO PRIVILEGIADO


É imoral que os parlamentares sejam blindados na Justiça. Muitos deles respondem a processos por crimes graves e esperam julgamentos demorados no Supremo Tribunal Federal.

CARGA TRIBUTÁRIA
Já temos muitos impostos e não é justo que os governantes tenham tantas regalias enquanto os brasileiros continuam sendo penalizados. É preciso fazer uma reforma tributária que torne os impostos mais justos.

REELEIÇÃO
Acredito que o número de vezes que um parlamentar pode ser reeleito para o mesmo cargo tem que ser delimitado. A falta de renovação faz com que os projetos de lei que interessam a população sejam esquecidos. Os mesmos no poder perpetuam a corrupção e trazem danos enormes à democracia. O modelo ideal seria que cada deputado pudesse se reeleger apenas uma vez. Já os senadores, que têm mandato de oito anos, seriam proibidos de concorrer novamente ao cargo.

REGALIAS
Sou contra as regalias para deputados e senadores. Além de um salário altíssimo, os políticos têm auxílio moradia, carro e celular funcionais, cota de passagens aéreas e inúmeros benefícios. Além disso, cada parlamentar possui uma verba indenizatória que significa mais desperdício de dinheiro público. Vivemos em um país onde muitas pessoas sobrevivem com um salário mínimo. Não é justo que uma pequena parcela da sociedade seja privilegiada. Os gabinetes estão lotados de assessores, muitos deles sem função. Se cada deputado diminuísse o número de comissionados, a economia faria uma diferença enorme.

FISCALIZAÇÃO
Parlamentares e sociedade têm a missão de agir juntos para fiscalizar para onde são destinadas as verbas públicas. Parece simples, mas muitos deputados e senadores fazem oposição ou situação irresponsável, deixando de fiscalizar ou tendo rigor apenas por questões políticas. A arrecadação deve ser revertida para quem trabalhou arduamente para pagar impostos e, principalmente, para os que mais precisam do Estado.

EDUCAÇÃO INFANTIL UNIVERSAL
As crianças precisam estar assistidas desde a idade do berçário. Além dos estímulos educacionais a partir dos primeiros anos de vida, é uma questão socioeconômica. A mãe que matricula o filho em uma creche pode voltar à ativa e ser mais uma força de trabalho.

PRÉ-NATAL DE QUALIDADE
Em países desenvolvidos, as mães recebem acompanhamento da rede pública de saúde em casa, sem pagar nada por isso. Por que não aqui? O Estado precisa assistir as grávidas desde as primeiras semanas de gestação e dar condições de saúde dignas para mãe e filho.

QUALIDADE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA
Não adianta ter vagas para todos se o ensino for ruim. Mais qualidade na educação significa fazer investimentos conscientes e que gerem retornos reais para estudantes e professores. Além da contribuição do Estado, a educação pública pode ser abraçada pelas comunidades e pela iniciativa privada. Afinal, quanto melhor for a educação, melhor será o Brasil que construiremos.

ENSINO PROFISSIONALIZANTE
Depois de concluir a educação básica, o jovem precisa ter o amparo do Estado para aprender uma profissão, seja no ensino técnico ou superior. Com emprego e geração de renda para mais pessoas, vários outros problemas são resolvidos ou minimizados, por isso a importância de oferecer alternativas

QUALIDADE NA EDUCAÇÃO
Além do aumento de investimento na educação, o dinheiro público precisa ser investido de maneira eficiente. A mesma transparência que a população cobra das obras governamentais precisa ser utilizada nas licitações e compras para as escolas. Os impostos pagos pelo contribuinte devem estar nas mãos de quem tenha capacidade para administrá-los.

Da Redação do Agenda Capital
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