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sábado, 15 de setembro de 2018

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Sentença Judicial Anula Posse Do Pastor Gilson Campos Na Presidência Da ADTAG E Frustra Planos Do Bispo Manoel Ferreira No DF
Há tempos que o bispo Manoel Ferreira sonhava tomar para si a igreja administrada por Benedito Domingos, a ADTAG (Assembleia de Deus de Taguatinga). Em 2016, Ferreira e sua turma participaram de intensas movimentações eclesiásticas e jurídicas para afastar o pastor Benedito do cargo de presidente da ADTAG. Também queriam que a igreja voltasse a fazer parte do ministério liderado pelo Bispo Manoel Ferreira, a Assembleia de Deus de Madureira.
Benedito e seu então vice, pastor Gilson Campos, foram publicamente contrários às artimanhas de Ferreira que queria assumir o comando da ADTAG. Entretanto, aproveitando a inexplicável prisão de Benedito (que recentemente foi inocentado das acusações, assim como seu filho Sérgio Domingos), o Bispo Manoel Ferreira conseguiu cooptar o então vice. Benedito foi traído e perdeu o comando da igreja que desde sua fundação ajudou a consolidar como uma das maiores do DF.
No lugar de Benedito, a turma de Manoel Ferreira escolheu o pastor Gilson Campos. Sem formação superior, o novo presidente da ADTAG passou a ser de uma hora para outra, totalmente submisso ao Bispo Manoel Ferreira, a quem devota extrema obediência. Aliás, devido à pouca cultura, o pastor Gilson, desde que assumiu o comando da ADTAG, contratou parentes, aumentou o próprio salário, expulsou os descontentes e passou a utilizar o púlpito para promover assédio moral contra membros e pastores. Algumas pessoas recorreram à Justiça contra as atitudes de Gilson Campos.
Por trás da retirada de Benedito Domingos da presidência da igreja, estavam três interesses do grupo capitaneado por Ferreira: incorporar para sua rede de igrejas (Madureira) a ADTAG, com seus terrenos, templos e muitos membros; montar uma estratégia política para obrigar os pastores da ADTAG a votarem no pastor Daniel de Castro para deputado distrital (Castro é advogado do Bispo Manoel Ferreira); E utilizar o potencial político da ADTAG para o próprio Ferreira utilizar como moeda política para sua candidatura a primeiro suplente do senador Cristovam Buarque (PPS), apoiado por Rogério Rosso, candidato a governador pelo PSD de Kassab (denunciado na Lava Jato). Em 2014 o Bispo Manoel Ferreira foi primeiro suplente do petista Geraldo Magela na disputa ao Senado, que perdeu a eleição.
O interessante é que o filho e o neto do Bispo Manoel Ferreira aparecem na Lava Jato, e mesmo assim, recentemente o presidente vitalício da Assembleia de Deus de Madureira gravou vídeo em que pede votos para a filha de Eduardo Cunha, ex-deputado federal que está preso por corrupção (Lava Jato).
A denúncia que implica uma das filiais da Assembleia de Deus Madureira no suposto repasse de propina do petrolão a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) expôs a estreita relação que o ex-deputado mantinha com a família Ferreira, que comanda a denominação no país.Primeiro suplente do senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que busca a reeleição, Bispo Manoel Ferreira defendeu no Rio de Janeiro apoio à filha de Eduardo Cunha, preso na Lava Jato.
Eduardo Cunha era membro de congregação dirigida pelo pastor Abner Ferreira no Rio de Janeiro. O depósito de R$ 250 mil foi feito por uma das empresas de Júlio Camargo, um dos delatores da Operação Lava-Jato, a uma congregação do Ministério Madureira em Campinas, interior de São Paulo.
Essa congregação é dirigida pelo pastor Manoel Ferreira Netto, sobrinho de Abner e filho de Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus no Brás (ADBrás), filiada ao mesmo ministério. Abner e Samuel são filhos do bispo Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira (CONAMAD), que apoiou a candidatura de Dilma Rousseff(PT) à reeleição em 2014. Coincidentemente o Partido dos Trabalhadores é apontado como o mentor e principal beneficiado do esquema de corrupção e desvio de dinheiro da Petrobras.
As denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Cunha fizeram a imprensa acender holofotes sobre a família Ferreira. Diante de tal cenário, a postura dos pastores Ferreira tem sido de cautela. Nenhuma declaração foi feita por Abner, Samuel ou Ferreira Netto, e de acordo com um dos advogados da denominação, o posicionamento permanecerá como está.

“Ele ainda não foi condenado em nada. Por enquanto, há indícios e são fortes. Lógico que os indícios não deixam de ser preocupantes, mas enquanto não há sentença condenatória contra ele parte-se do princípio de que há inocência”, afirmou Orivaldo Prattis, que é pastor e advogado da denominação, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.



O bispo Samuel Ferreira (foto), líder da AD Brás, teve seu nome ligado aos escândalos de corrupção que vem sendo investigados no Brasil pela Lava Jato. A suspeita é que ele tenha recebido, no exterior, US$ 1 milhão em propinas da JBS.
Samuel Ferreira, que está na mira da Justiça desde maio de 2016, tentou fazer com que as acusações de lavagem de dinheiro feitas contra ele na Operação Lava-Jato fossem julgadas em uma vara da Justiça Federal em São Paulo, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) recusou a solicitação.
Ferreira foi associado ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Além do bispo, a própria denominação que ele lidera entrou na mira da Justiça. A AD Brás é um braço da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, da qual Cunha era membro. Ele teria usado a igreja para movimentar parte dos US$ 5 milhões que recebeu em propina no negócio em que a Petrobras contratou dois navios-sonda.
“Não há dúvidas de que referidas transferências foram feitas por indicação de Cunha para pagar parte do valor da propina referente às sondas”, afirmou o então Procurador Janot.
Revoltado com a artimanha orquestrada por Ferreira, o advogado WANDERLEY FERREIRA NUNES entrou com uma ação pedindo a anulação da posse do pastor Gilson Campos. A sentença saiu. O juiz de Direito Eduardo Smidt Verona pede que expeça-se ofício ao cartório do 2º Ofício de Registro de Pessoas Jurídicas comunicando a anulação da assembleia realizada no dia 27/03/2016, que elegeu e deu posse GILSON FERREIRA CAMPOS como Presidente da requerida.
A história da ADTAG se confunde com a história de Benedito Domingos, há mais de 70 anos membro atuante da igreja.
Com o falecimento do Pastor Divino Gonçalves, em 16 de junho de 2009, o Pastor Benedito Domingos foi empossado como presidente do Campo, no dia 05 de julho de 2009. Na sua gestão, foram criadas novas sub-sedes, aquisição e construção de novos templos como Guará II-DF, Tuntum-MA, Pirapora-MG, Sub-sede Condomínio Maranata, Expansão do Setor O, reforma da Catedral do Setor O, Sub-sede QNJ 38, e as congregações QR 517 de Santa Maria, P.Sul, reforma da sub-sede de Santa Maria, e a aquisição dos templos de Samambaia 513, QNL 22, dois templos em Águas Lindas de Goiás, áreas no Recanto das Emas e Lunabel, Cidade do Novo Gama, reforma da cozinha, cantina, Secretaria, Tesouraria, instalações dos hidrantes, corrimão nas escadas da igreja sede, compra de instrumentos para a Banda Asafe, entre outros.
Os pastores que foram expulsos da ADTAG por discordarem de Gilson Campos, comemoraram a decisão judicial que deverá ser cumprida nos próximos dias, pondo um ponto final nessa história que causou tanta dor ao homem que sempre contribuiu efetivamente por mais de sessenta anos para o crescimento e fortalecimento da ADTAG. Segundo informações, o pastor e advogado Benedito Domingos reassumirá o comando da ADTAG e deverá se manter como presidente de honra e colocará um pastor de sua confiança para comandar a igreja.
E para completar, o pastor Gilson Campos convocou para hoje à noite, todos os dirigentes de igreja da ADTAG para uma reunião a portas fechadas, com a presença do Bispo Manoel Ferreira e advogados. E não será permitida a entrada de vices nem celulares… O que será de tão grave que precisa ser secreto dentro de uma igreja? Amanhã eu conto.

Confira a sentença:


Sentença 0706247-70
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