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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

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Bolsonaro sobre ataques a apoiadores: “Vai ficar por isso mesmo?”
Presidenciável do PSL condenou acusações contra seus simpatizantes feitas por jovem marcada com suástica no RS. Perícia indicou autolesão
Após tomar conhecimento dos indícios de “autolesão” apontados na conclusão do inquérito referente aos cortes em forma de suástica no corpo de uma jovem que havia afirmado ter sido atacada por apoiadores de Jair Bolsonaro, o candidato do PSL ao mais alto posto do país disparou contra o PT em suas redes sociais no final da manhã desta quarta-feira (24/10). O postulante ao Palácio do Planalto acusou o Partido dos Trabalhadores de “mentir”. O presidenciável usou palavras como “canalhas” e “vagabundos” nos recados endereçados aos petistas.
No Twitter, partiu para o ataque: “Quem espalha notícias falsas? Canalhas! Vagabundos! Sem mentir o PT não existe!”. Anexa à postagem, uma publicação de Fernando Haddad (PT), seu rival no segundo turno da eleição presidencial, em que o candidato petista lamenta o suposto crime ocorrido no Rio Grande do Sul.
No texto, divulgado em 10 de outubro, Haddad alertou sobre “escalada da violência” e disse que “uma jovem de 19 anos foi praticamente sequestrada por três apoiadores de Bolsonaro e teve uma suástica entalhada no seu corpo com um canivete”.
Depois, Bolsonaro publicou nova mensagem: “Vão cobrar resposta sobre mais essa atitude suja ou fingir que nada aconteceu? Chamaram nossos apoiadores, homens, mulheres, idosos, pessoas de família, de nazistas a semana inteira e vai ficar por isso mesmo?”.

Diligência da PC do Rio Grande do Sul concluiu que os cortes em forma de suástica feitos em uma jovem que disse ter sido atacada na rua, há duas semanas, em Porto Alegre, é um caso de “autolesão”. De acordo com o delegado Paulo Sérgio Jardim, há indícios de automutilação ou de que tenham sido feitos de forma consentida. A suposta vítima será indiciada por falso testemunho.Com base no laudo técnico da Polícia Civil, “pode se afirmar com convicção que as lesões produzidas na jovem não são compatíveis com as que seriam esperadas, na hipótese de ter havido efetiva resistência da parte dela à ação de um agente agressor”.
Reprodução / Twitter


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