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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

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Esperança. Bia recebe coração novo e mãe se ajoelha em agradecimento
Drama de Ana Beatryz Moura da Silva, 13 anos, foi mostrado pelo Metrópoles. Portadora de cardiopatia congênita, a menina passa por cirurgia
Após muita angústia, a família de Ana Beatryz Moura da Silva, 13 anos, se encheu de esperança. Nesta sexta-feira (26/10), a menina, que sofre de cardiopatia congênita grave, está recebendo novo coração. O órgão que será transplantado seguiu para o Instituto de Coração do Distrito Federal (ICDF), por volta das 14h.
Ao ver a aeronave dos Bombeiros pousando no ICDF, a mãe de Bia, Patrícia Oliveira Moura, 35, se ajoelhou. A mulher relatou que a filha estava sendo operada por volta das 16h20. “Recebi a notícia logo cedo, quando a equipe cirúrgica já estava pronta para retirar o coraçãozinho e confirmar a compatibilidade com a minha filha. Não acreditei quando soube”, disse.
Patrícia falou que a sensação é inexplicável. “Não me aguentei, principalmente quando vi o helicóptero chegar com o órgão doado. Tive de ajoelhar para agradecer. Como foi bom ter essa grande corrente de solidariedade e união para salvar a vida da minha filha. Como é bom acreditar na humanidade, em especial à família doadora, que transformou um momento de imensa dor em amor ao próximo”, ressaltou.
O drama de Beatriz foi mostrado pelo Metrópoles nessa quarta (24). Moradora de Santa Maria, ela sofre de cardiopatia congênita, com origem ainda no útero materno. A menina já passou por cirurgia, mas está em estado grave no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF).
A doença de Bia, como a garota é carinhosamente chamada por familiares e amigos, foi descoberta menos de duas semanas depois de ter vindo ao mundo – 13 dias de vida. “Recém-nascida, ela passava muito mal, tinha dificuldade em ganhar peso e não mamava. Cansava muito rapidamente e era pálida. Descobrimos o problema cardíaco em uma consulta no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib)”, relata a mãe.
De acordo com Patrícia, Ana Beatryz passou por vários exames até conseguir vaga pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para ser operada no ICDF, referência em cirurgias cardíacas no Distrito Federal.
“O primeiro procedimento ocorreu em 2005, aos 4 meses. A minha bebê ficou com o coração muito debilitado e precisou de suporte de uma máquina chamada Extracorporeal Membrane Oxygenation (ECMO), que funciona como coração e pulmão artificiais. À época, ela foi a primeira criança a passar por esse equipamento em toda a Região Centro-Oeste”, detalha Patrícia.
PioraDepois de três meses internada, a garotinha voltou para casa. Viveu até os dias atuais em tratamento médico e com limitações físicas. Em agosto deste ano, Bia precisou passar novamente por cirurgia, pois o órgão já não suportaria mais as suas condições.

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