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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

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Partido de Bolsonaro, PSL multiplica por cinco número de deputados
Congresso Nacional será conservador, mas PT terá a maior bancada. Centrão perde poder e senadores antigos ficam de fora
Mesmo que o candidato à Presidência da República do PSL, Jair Bolsonaro, não consiga se eleger no segundo turno, a força das legendas conservadoras foi confirmada na votação de ontem para a Câmara dos Deputados e o Senado. O partido do capitão reformado do Exército conquistou um espaço que nunca teve no Congresso Nacional. As siglas do Centrão, por sua vez, perderam força: PP, PR, PSD, PRB, DEM e PTB enxugaram as bancadas. Já entre os outros parlamentares eleitos, houve certa renovação. Senadores antigos da Casa ficaram de fora e deram espaço a políticos tradicionais, que não eram eleitos havia anos nas urnas e conquistaram agora uma cadeira.
Segundo levantamento do Correio, baseado no fechamento de 11 estados e entre os mais votados no restante das regiões com mais de 98% das urnas apuradas, na Câmara, 46 deputados do PSL foram eleitos, cinco vezes mais do que o número anterior — antes, tinham apenas oito. Na eleição de 2014, a sigla só elegeu um deputado. O restante migrou com a janela partidária. A partir de 2019, o partido terá a segunda maior bancada na Casa, ficando atrás somente do PT, que reuniu 56 nomes — perdeu cinco representantes, de acordo com a configuração atual. O PP é a terceira sigla entre as mais representadas, com 40. A legenda desidratou, pois antes tinha 50 deputados.
O PSD e o PRB conquistaram, ambos, 36 lugares na Casa, enquanto o PSDB elegeu 35 nomes e perdeu 14. O DEM, sigla do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), conquistou também 35 cadeiras — oito a menos que a atual bancada. O PR perdeu sete em relação ao que tem agora, e conseguiu eleger 33. O PSB, que tinha 26 parlamentares, ganhou cinco, e terá 31 nomes na Casa a partir do ano que vem. O PDT, antes com 19, passou para 26. O PSol, por sua vez, elegeu 9 nomes — três a mais.
A Rede, da ex-ministra Marina Silva, só conseguiu eleger uma candidata para a Casa e não ultrapassou a cláusula de barreira. Joênia Wapichana (RR) foi a primeira mulher indígena eleita para o cargo, com 8.491 votos. É a segunda vez que um indígena chega à Câmara. O primeiro foi Mário Juruna (PDT), em 1982. A sigla ficou acima de 1,5% dos votos apenas em seis estados, mas precisava ter sido em nove para continuar recebendo recursos do fundo partidário.
Senado
No Senado, o PSL, que não tinha nenhum senador, agora contará com uma bancada formada por quatro pessoas. Os partidos que mais cresceram, porém, foram o MDB, a Rede e o PP. Os 54 senadores eleitos vão compor a Casa com os 27 escolhidos em 2014. O MDB conquistou sete lugares; a Rede e o PP, cinco; e DEM, PSD, PT e PSDB, quatro. O PTC é o único partido que já tinha senador eleito. Já os partidos PMN, PSol e PCdoB não elegeram nenhum nome neste ano.
A cúpula de caciques da Casa não conseguiu garantir mais quatro anos de mandato. Entre eles estão o atual presidente, Eunício Oliveira (MDB), que ficou em terceiro lugar no Ceará, e o vice-presidente, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), na quarta posição na Paraíba. Cristóvam Buarque (PPS-DF), Roberto Requião (MDB-PR), Magno Malta (PR-ES) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) também foram derrotados. Além deles, perderam a cadeira o senador Edison Lobão (MDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, e Garibaldi Alves (MDB-RN), ex-ministro do Turismo.
O senador e ex-líder do governo Temer Romero Jucá (MDB-RR), que estava no Senado há 24 anos, não conseguiu se reeleger pelo estado. Os dois que conseguiram as vagas foram Chico Rodrigues (DEM), com 22,76% dos votos válidos, e Mecias de Jesus (PRB), com 17,43%. Jucá terminou em terceiro lugar, com 17,34%. A diferença entre ele e Mecias foi de apenas 426 votos.
Os parlamentares que constituíam a base de oposição ao governo do emedebista, como Roberto Requião (MDB-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ), também ficaram de fora da próxima legislatura. Renan Calheiros (MDB-AL), ex-presidente do Senado que rompeu com Temer e anunciou apoio ao PT e ao ex-presidente Lula, garantiu um lugar na bancada do Senado com a segunda vaga do estado. A Rede, que tinha apenas um parlamentar, elegeu seis senadores e cresceu na representatividade na Casa.
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Senadores
AcrePetecão (PSD)
Márcio Bittar (MDB)
AlagoasRodrigo Cunha (PSDB)
Renan (MDB)
Amapá
Randolfe (Rede)
Lucas Barreto (PTB)
AmazonasPlínio Valério (PSDB)
Eduardo Braga (MDB)
BahiaJaques Wagner (PT)
Angelo Coronel (PSD)
CearáCid Gomes (PDT)
Eduardo Girão (Pros)
Distrito FederalLeila do Vôlei (PSB)
Izalci (PSDB)
Espírito SantoFabiano Contarato (Rede)
Marcos do Val (PSC)
Goiás
Vanderlan (PP)
Jorge Kajuru (PRP)
MaranhãoWeverton (PDT)
Eliziane Gama (PPS)
Mato GrossoJuiza Selma Arruda (PSL)
Jayme Campos (DEM)
Mato Grosso do SulNelsinho Trad (PTB)
Soraya Thronicke (PSL)
Minas GeraisRodrigo Pacheco (DEM)
Carlos Viana (PHS)
ParáJader Barbalho (MDB)
Zequinha Marinho (PSC)
ParaíbaVeneziano (PSB)
Daniella Ribeiro (PP)
ParanáOriovisto Guimarães (Podemos)
Flávio Arns (Rede)
PernambucoHumberto Costa (PT)
Jarbas (MDB)
Piauí
Ciro Nogueira (PP)
Marcelo Castro (MDB)
Rio de JaneiroFlávio Bolsonaro (PSL)
Arolde de Oliveira (PSD)
Rio Grande do NorteCapitão Styvenson (Rede)
Drª Zenaide Mara (PHS)
Rio Grande do SulLuis Carlos Heinze (PP)
Paulo Paim (PT)
RondôniaMarcos Rogério (DEM)
Confucio Moura (MDB)
Roraima
Chico Rodrigues (DEM)
Mecias de Jesus (PRB)
Santa CatarinaEsperidião Amin (PP)
Jorginho Mello (PR)
São PauloMajor Olímpio (PSL)
Mara Gabrilly (PMDB)
SergipeAlessandro Vieira (Rede)
Rogério Carvalho Santos (PT)
TocantinsEduardo Gomes (SD)
Irajá (PSD)
Estados que estavam com 99% das urnas apuradas até 1h10.

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