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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

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Ibaneis calcula que assumirá GDF com rombo de R$ 5 bilhões
No cálculo, o governador eleito já incluiu na conta o pagamento da terceira parcela do reajuste dos servidores públicos do DF
O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) disse nesta segunda-feira (12/11) que calcula assumir o comando do Distrito Federal com déficit de R$ 5 bilhões. O emedebista afirmou não ter tido dificuldades em coletar informações com a equipe de transição de Rodrigo Rollemberg (PSB), mas adiantou que o rombo deve ser grande.
Com a terceira parcela [do reajuste salarial] e as ações judicializadas, o déficit pode chegar a R$ 5 bilhões. Temos de somar com tudo. Se os trabalhadores têm direito, tem de estar calculado"
Ibaneis Rocha, governador eleito
O novo chefe do Executivo local ainda ressaltou que pretende sentar com lideranças sindicais para avaliar a melhor forma de efetuar o aumento concedido ainda na gestão do petista Agnelo Queiroz e vetado por Rollemberg. “Vamos nos reunir e analisar da melhor forma possível como dar esse reajuste, pois é um direito deles”.
A declaração foi dada após reunião com o secretário de Patrimônio da União Sidrack Corrêa, com quem o novo chefe do Executivo local espera conseguir que terras ocupadas da União fique sob a tutela do DF. Durante o encontro, o emedebista anunciou pretender fazer um mutirão para acelerar a regularização de Vicente Pires e de terras rurais situadas em áreas do governo federal no prazo de um ano.
Rombo
Antes da eleição do segundo turno, Ibaneis disse que esperava uma dúvida de R$ 2,4 bilhões. Em 21 de outubro, o Metrópoles mostrou que, mesmo com a expressiva alta na arrecadação neste ano, o próximo governo herdará uma dívida de pelo menos R$ 600 milhões. Neste montante não está considerado o aumento do funcionalismo. A atual gestão reconheceu que não conseguirá fechar o mandato Rollemberg (PSB) com as contas em dia. Assim, a falta de caixa para cobrir as despesas de 2018 deixa restos a pagar para o próximo governante.
Procurado pela reportagem, o GDF informou que não comenta declarações do governador eleito.
Novos nomes
Na saída do SPU, o governador eleito disse ainda que tem se reunido com sua equipe em torno da busca de nomes e quadros para as secretarias. Para a Educação, Ibaneis acredita que deva anunciar o chefe da pasta até esta terça-feira (13), mas que ainda depende de uma conversa partidária.
Para a Saúde, a solução deve ser local, mas a equipe deverá vir de fora, provavelmente São Paulo. “Não dá para continuar da forma que está. Foram muitos governos que fizeram nossa população sofrer. Por isso, quero uma solução que seja eficiente”.
Reunião no Ministério das Cidades
Na última agenda do dia, Ibaneis visitou o Ministério das Cidades e reforçou o pedido de recursos para o DF a fim de investir na construção da linha do BRT Norte, a expansão do Metrô e obras de infraestrutura no Pôr do Sol, Sol Nascente e áreas de risco.
O ministro pediu que a equipe de Ibaneis envie quais projetos são prioritários. Segundo o governador eleito, apenas para o BRT Norte custará R$ 1,2 bilhão. “Esses recursos já existem aqui no Ministério, assim como os contratos já estão aqui, mas estão parados”, completou.
Interbairros
A última reunião pública do dia de Ibaneis Rocha foi com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone. Durante o encontro, o governador eleito solicitou autorização para aterrar cabos de energia no percurso da Interbairros, que ligará Águas Claras, Núcleo Bandeirante, passando pelo Guará, até a Rodoviária Interestadual, desafogando o trânsito nessas regiões.
“Precisamos da ajuda da Aneel e de Furnas para a implementação da Interbairros. Ela é uma via que junta essa cidade toda, melhora todo trânsito je dá um novo sentido de desenvolvimento. Para isso, precisamos fazer todo o aterramento dos cabos de furnas. Meu pedido foi para que eles nos deem essa autorização para que possamos começar essa obra importante para o Distrito Federal”, explicou Ibaneis. Caso aprovada a proposta, a previsão é licitar as obras já nos primeiros dias de governo.
A previsão é que a obra custe R$ 500 milhões e parte dos recursos sejam recuperados pela a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) com os terrenos ao redor do percurso.

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