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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

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Quatro anos depois de deixar o GDF, Agnelo vira réu por nepotismo
Ex-governador do Distrito Federal é acusado de ter nomeado dois irmãos, ao mesmo tempo, para cargos em comissão no Detran
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) tornou réu o ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) por prática de nepotismo. O petista é acusado de nomear e autorizar a permanência, ao mesmo tempo, de dois irmãos em cargos de comissão do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

No processo, o petista chegou a alegar que não sabia do grau de parentesco entre os comissionados. No entanto, a juíza Acácia Soares, da 5ª Vara da Fazenda Pública afirmou afirmou haver “indícios da existência de improbidade administrativa”. Segundo ela, o Ministério Público do DF, autor da ação, juntou documentos que “comprovam as nomeações realizadas, razão pela qual há necessidade apurar a existência ou não dos atos” .
Outros processosA ação faz parte de um pacote de outros processos impetrados pelo MPDFT contra o ex-governador pela prática de nepotismo. Em agosto de 2015, uma decisão liminar absolveu Agnelo sobre as nomeações de um casal de servidores comissionados da Secretaria do Meio Ambiente. Porém, ficou constatado que os dois haviam se casado depois de tomarem posse, não caracterizando a infração.

Nas demais ações, há casos de mãe e filha em cargos na Subsecretaria de Relações do Trabalho e na Administração Regional do Sudoeste, respectivamente.

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