banner

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

author photo

Criança chora assustada com o grau de violência na derrubada de casas na Estrutural
Natal do terror: 
Agefis destrói casas e desabriga 200 famílias pobres
Radar Condomínios


No Distrito Federal, famílias empobrecidas, em busca de um lugar para morar, são vítimas constantes da grilagem e das trapaças advocatícias e por fim aniquiladas pelo próprio Estado que age de violência nas famigeradas derrubadas de casas. Foi o que aconteceu com moradores que ocupavam uma área pública na Estrutural

Por Toni Duarte//RADAR-DF
Cerca de 200 famílias hipossuficientes foram jogadas na chuva e na lama após a derrubada de suas moradias pelos tratores da Agefis em uma operação que durou dois dias (sábado e domingo), na comunidade de Santa Luzia na Estrutural.

Na ação de derrubadas das casas, empreendidas pelo Estado, até animais domésticos não escaparam da violência. Gatos e cachorros foram esmagados por tratores por não terem tempo suficiente de saírem de dentro das casas demolidas.















Depois de ser derrotado pelas urnas, no segundo turno das eleições, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) se despede do Buriti com uma ação desumana e violenta do seu governo contra as famílias que ocupam há três anos uma extensão da comunidade de Santa Luzia, bairro da cidade Estrutural.

Durante a campanha eleitoral, candidatos a deputados e ao governo do Distrito Federal, entre eles o próprio governador Rodrigo Rollemberg, andaram pela região a cata de votos, sorridentes e carregando meninos no colo, além de prometerem dias melhores para a comunidade como a garantia que teriam água, luz, ruas pavimentadas e a legalização da área.

Passada a eleição do segundo turno, que derrotou o pior governador da história de Brasília, o terror das derrubadas voltou a toda carga.

Os moradores foram surpreendidos com a operação gigante da Agefis que iniciou no sábado e se estendeu no domingo, deixando para trás um rastro de desgraças e desolação. As vítimas da ação do Estado são pessoas hipossuficientes. Muitas crianças vivem em situação mais difícil ainda.

As famílias atingidas não têm para onde ir e nem o serviço social que o Estado que tem por obrigação amparar os atingidos, não se fez presente ao local.

O resultado, é uma área dizimada com as famílias se abrigando debaixo de pedaços de lonas com suas crianças para se protegerem das chuvas e do frio.

Isso porque além da destruição das moradias, caminhões a serviço da Agefis sequestraram utensílios domésticos impondo multas por dia se o dono quiser resgatar.

O Estado que age de violência com famílias que vivem na extrema pobreza na capital do país, é o mesmo que não dá a mínima para o esquema de grilagem feito por quadrilhas especializadas dentro e fora do poder público.

Na extensão da comunidade Santa Luzia, o processo se criou por meio da invasão da área incentivado por prepostos dos grileiros que vendem a esperança de que a área será regularizada.

Para que isso ocorra é necessário antes buscar na justiça uma liminar para evitar a ação de derrubadas pelo governo.

Advogados se apresentam e cobram R$300, 00 de cada morador para que tenha a segurança jurídica e a garantia de que a casa não será derrubada. Cerca de 200 moradores, segundo apurou o Radar, caíram no “conto do vigário” ao assinar procurações judiciais.

Durante a derrubada das casas ocorridas no último final de semana na Santa Luzia, nenhum deputado eleito ou reeleito apareceu ao menos para demonstrar uma ato de solidariedade as famílias desabrigadas.

your advertise here
Próximo Próximo
Anterior Anterior

Publicidade