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domingo, 16 de dezembro de 2018

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Rollemberg: "Quero ser conhecido como o governador que recuperou Brasília"
Para Rollemberg, o grande temor era deixar um governo desajustado nas contas públicas, com descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e pendências judiciais
Rodrigo Rollemberg (PSB) chegou a tomar a decisão de não concorrer à reeleição. Comunicou a dirigentes partidários e a familiares. Mas voltou atrás, incentivado por aliados como o governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), a mulher, Márcia Rollemberg, e a mãe, Teresa Rollemberg. Ele entrou em campanha com a sensação de que tinha um legado a defender, mas ciente da dificuldade de vitória.
O chefe do Executivo atribui às medidas econômicas para o ajuste, com suspensão de reajustes, sua derrota nas urnas. A atuação de alguns sindicatos, como os da Polícia Civil e da saúde, é outra explicação de Rollemberg para o resultado da eleição. “Eles fizeram um boicote ao governo, que se transformou em um boicote à população”, afirma. Mas o governador garante que deixa o cargo “com uma sensação de dever cumprido”. “Saio de cabeça erguida e de consciência tranquila. E com um certo alívio, com certeza”.
Para Rollemberg, o grande temor era deixar um governo desajustado nas contas públicas, com descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e pendências judiciais.“Eu jamais aceitaria ser conhecido como o governador que quebrou Brasília. Pelo contrário, quero ser conhecido como o governador que recuperou Brasília”, afirmou.
Em entrevista exclusiva ao Correio, o atual chefe do Buriti falou sobre seus últimos dias à frente do Governo do Distrito Federal. Aproveitou a oportunidade para fazer um balanço sobre a gestão e apontou erros e acertos. Seu grande mea-culpa são as concessões feitas aos deputados distritais, que indicaram políticos para as administrações regionais. A atuação para sanear as contas públicas foi, para Rollemberg, o grande legado. “Ele (Ibaneis) tem à frente uma oportunidade que eu não tive. Se eu tivesse começado o governo com R$ 600 milhões em caixa, tudo seria completamente diferente”, afirma.
Rollemberg diz que torce pelo sucesso do governo de Ibaneis Rocha, mas acredita que o emedebista não conseguirá cumprir todas as promessas de campanha, como a concessão de reajuste a 32 categorias, e às polícias Civil e Militar. “Não acredito que ele vá conseguir cumprir os compromissos que assumiu, com a situação atual da economia, ainda mais reduzindo impostos. Não consigo ver essa equação fechar. Mas ele tem a legitimidade dada pelas urnas”, acrescenta o chefe do Palácio do Buriti. “Não acredito que dará certo, mas torço para que dê certo. Espero estar enganado”.
Rollemberg voltará ao Senado, como servidor, e deve trabalhar na liderança do PSB. Diz que o partido “fará uma oposição diferenciada e qualificada” ao governo Bolsonaro. Ele critica integrantes da bancada do Distrito Federal, principalmente os senadores Cristovam Buarque (PPS) e Reguffe (sem partido), a quem atribuiu “uma capacidade de articulação muito pequena”. “Senti falta de ter uma bancada mais atuante, especialmente no Senado, em defesa dos interesses de Brasília”.
Qual foi seu maior acerto nesses quatro anos de governo?O maior acerto foi ter tido coragem de fazer o que era necessário para entregar uma cidade melhor, para garantir o equilíbrio econômico, o que permite hoje que todos os servidores tenham salário em dia, que os prestadores de serviço recebam, criando condições para que a cidade possa entrar em um período de franco desenvolvimento.
Isso custou a sua reeleição?Fui vítima de um momento político e econômico muito difícil. Tivemos que fazer um ajuste econômico no ambiente de maior depressão econômica da história do país. Também fui muito prejudicado pelo corporativismo, especialmente dos sindicatos da Polícia Civil e de alguns sindicatos da área de saúde. Mas hoje tenho a consciência muito tranquila de que estou entregando uma cidade infinitamente melhor do que a que recebi em 2015

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