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sábado, 30 de março de 2019

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Aumento na base de cálculo do ICMS pode levar a alta do preço da gasolina
Sindicato do setor prevê que o aumento na base de cálculo do ICMS estadual poderá resultar em alta dos preços nos postos do Distrito Federal. O valor de referência sairá de R$ 4,14 para R$ 4,396 a partir de segunda-feira
De longe, o cartaz de um posto de combustíveis no Sudoeste anuncia: gasolina comum a R$ 4,29 o litro. A aditivada, a R$ 4,35. Na Asa norte, o valor chega a R$ 4,67. O preço assusta e desmotiva o motorista. E, se os valores pesam no bolso, o brasiliense pode se preparar porque, na segunda-feira, a expectativa é de mais alta. A partir de 1º de abril, subirá a base de cálculo do ICMS estadual, com o valor de referência passando de R$ 4,14 para R$ 4,396. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 25 de março, e a tabela de preços médios ponderados ao consumidor final (PMPF) vale para todos os combustíveis.
Em nota, a Secretaria de Fazenda confirmou o reajuste do valor de referência para a incidência de imposto e informou que o aumento estava previsto a partir do resultado do preço médio de mercado. Na prática, isso quer dizer que a gasolina que chegará aos postos será mais cara e, se os revendedores não conseguirem segurar os preços, o consumidor pagará mais, como explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustiveis-DF), Paulo Tavares. “Só existe uma refinaria que entrega em Brasília. Então, todos compram da mesma. O preço é igual e cabe à revenda definir a margem de lucro. O que dificulta é que o empresário, ao fim do mês, ainda precisa pagar impostos de 27,5% sobre o ganho real”, explica.
Aos condutores, resta procurar alternativas. A psicóloga Andréa Fernanda Lunas, 34 anos, diz que a saída é adotar o transporte público. “Deixei o carro em casa. Antes, sem os reajustes, gastava R$ 30 para ir de casa ao trabalho (no Setor de Indústrias Gráficas)”, conta a moradora de Taguatinga. Com o orçamento apertado, ela reveza o ônibus com a carona do marido. “Sempre pesquiso os postos com maiores descontos”, revela. Segundo ela, o companheiro, que é representante comercial e precisa usar sempre o carro, chega a gastar, por semana, mais de R$ 300 com abastecimento.
Assim como Andréa, o agrônomo Manoel Policarpo Neto, 50, morador da Asa Norte, também procura os valores mais baixos e evita dirigir. “Acho que essas são as principais medidas, porque chorar não muda nada”, afirma. “Percebi esse aumento e fico assustado. Os reajustes são recorrentes, e o acréscimo é de ponta a ponta. No entanto, deveria refletir na refinaria e não na bomba do posto de gasolina”, completa.

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