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sexta-feira, 21 de junho de 2019

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Opinião: li no blog do Egnews excelente matéria sobre a pouca atuação feminina nas executivas dos partidos.
Esse blog tem demostrando respeito as mulheres, com suas matérias que sempre dão voz a luta feminina pela igualdade de tratamento.
Gostaria de contribuir com oque tenho visto, sobre a trajetória política de homens e mulheres, que reflete diretamente nas direções partidárias e também na quantidade de mulheres eleitas.
Na minha opinião, não concordo que menos mulheres se disponibilizam a estar no meio político, essa afirmativa é coisa do passado. Ao frequentar eventos políticos, muitas vezes elas estao em maior número.
Todavia existe uma realidade que ninguém quer falar. As mulheres que se interessam em ser candidatas, após a disputa eleitoral não tem as mesmas oportunidades dadas aos homens. Tendo dificuldade imensa de continuarem a trajetória rumo às urnas no futuro. Sejamos, sinceros qual homem foi eleito do nada? Simplesmente saiu candidato e ganhou?Isso não existe A maioria dos homens hoje eleitos tem trajetória semelhante. Eles eram líderes de alguma coisa,se lançaram candidatos e tiveram votos, uns mais outros menos, uns com algum dinheiro Boutros sem nenhum centavo apenas com sua ideologia. Até aqui líderes homens e mulheres se igualam.
Mas quando acaba o período eleitoral na maioria das vezes a história se divide exatamente aqui, no pós eleições.


A partir de então os homens cujo o partido acha que podem ter melhor desempenho na próxima eleição, vão ter oportunidades na maioria das vezes negadas as mulheres. Passam a ocupar espaços de decisão, como Secretarias ou subsecretarias, pastas, condenações, gerir projetos etc. Isso fortalece sua liderança nas áreas que são de seu perfil, dando-lhes condições financeiras,de juntar dinheiro pra próxima campanha, oportunidades de ampliar seus conhecimentos, tanto politicamente, como de ampliar conhecimento de gestão, de prestar serviços relevantes a comunidade e com isso ser mais conhecido, e por fim ter a oportunidade de realizar algum projeto seu. Isso dá a eles a oportunidade da sociedade lhes conhecer.
Agora vamos a realidade cruel. A mulher não tem esse mesmo tratamento. Seus talentos, formação e aptidões, não são incentivadas pelos partidos. Ela tem por vezes mais voto que os homens na sua primeira tentativa, e os partidos ignoram sua liderança. Ela caminha sozinha, como se nem partido tivesse. Os partidos são geridos por homens que não dão as mesmas chances a elas. A maioria das ex candidatas luta sozinha, sem nenhum apoio.Para líderes homens toda oportunidade,já para líderes mulheres toda dificuldade. Parece que querem nos apagar da política. Parece que temos importância somente para ocupar os 30% da chapa porque é obrigatório. Depois somos abandonadas a nossa própria sorte.Raramente existe exceção. E geralmente essas poucas exceções estão vinculadas a candidata ter vínculo familiar com algum nome masculino da política. Ou ela ter recursos financeiros próprios e não depender do partido pra nada. 

Façam uma pesquisa vejam quantos homens ex-candidatos foram aproveitados pelos seus respectivos partidos, estando hoje em funções de relevância. 
E compare com as candidatas. 
Depois o próprio partido crítica essas mulheres por terem tido cada vez menos votos, é comum escutar no meio político que mulher raramente tem voto, que não valem a pena o esforço e investimentos. Mas ninguém se perguntou se uma ex-candidata tem para o partido a mesma importância dada aos homens, a mesma oportunidade. Parabéns a todas as mulheres que contra tudo e contra todos continuam na política! Nós insistimos em estar no meio político, insistimos em ser ouvidas mesmo diante da segregação de gênero a que somos submetidas. Nós somos a verdadeira resistência, e lugar de mulher é o de ela quiser. Resista não permita que ninguém lhe faça desistir!

Claudinha Da Saúde ex-candidata a deputada federal 2018
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