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Com alta de 1% na comparação anual, PIB brasileiro sai da lanterna global

ROSANA HESSEL A registrar alta de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2018, o Brasil ...


ROSANA HESSEL

A registrar alta de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2018, o Brasil deixou a lanterna do crescimento econômico global, ganhando nove posições. Conforme levantamento feito pela Austin Rating, o Brasil ficou em 36º lugar em uma lista de 42 economias pesquisadas. No primeiro trimestre, o PIB brasileiro foi o 45º pior em uma lista de 47 nações ao registrar elevação de 0,5% na mesma base de comparação.
A China, que cresceu 6,2% no segundo trimestre, lidera o levantamento, seguida da Índia, cujo PIB deve avançar 5,2% pelas estimativas do economista-chefe da Austin, Alex Agostini. “Nas próximas medições, o Brasil pode melhorar sua posição no ranking se mantiver esse ritmo de recuperação”, destacou. Ele prevê alta de 0,6% no PIB brasileiro do terceiro trimestre.
“O resultado do PIB do segundo trimestre surpreendeu e ficou acima do que o mercado esperava, puxado pelo aumento das importações de máquinas e equipamentos. Isso mostra que a indústria começou a reagir um pouco depois de muito tempo parada ou em queda. Essa surpresa foi positiva, mas não muda a dinâmica para o ano”, disse Agostini, que mantém a projeção de alta de 1% do PIB neste ano. “Só tiramos o viés de baixa diante desse dado mais positivo”, explicou. O economista esperava retração de 0,3% no PIB trimestral na comparação com o imediatamente anterior.
Na avaliação do analista, com o afastamento do risco de recessão técnica (quando o PIB encolhe dois trimestres consecutivos) o Banco Central poderá dar continuidade no ciclo de corte da taxa básica de juros (Selic), atualmente, em 6% ao ano. “Sem a ameaça de recessão, o Banco Central tem um fator a menos para se preocupar daqui para frente”, destacou Agostini.
O dado do PIB brasileiro é menos do que a metade da média geral dos países pesquisados, de 2,8%. Já a taxa média de crescimento dos países do Brics (grupo integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ficou em 4,3%, segundo o levantamento da Austin.
A classificadora de risco nacional também elaborou um ranking das 10 maiores economias globais com base nas estimativas para 2019, em dólar. Estados Unidos lideram a lista com US$ 21,3 trilhões. Brasil ficou em nono lugar, com um PIB de US$ 1,9 trilhão.