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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

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A Libertadores chega às quartas de final cobrando currículo: 50% dos técnicos candidatos ao título conquistaram o principal torneio de clubes da América do Sul: Luiz Felipe Scolari e Marcelo Gallardo buscam o tri pessoal para encostar no recordista e tetracampeão Carlos Bianchi. Renato Gaúcho e Miguel Angel Russo cobiçam o bi. Jorge Jesus, Odair Hellmann, Gustavo Alfaro e Pablo Repetto sonham com a taça inédita. Dos oito clubes restantes, apenas o Cerro Porteño do Paraguai jamais ergueu o troféu.

Luiz Felipe Scolari levou o Grêmio à glória em 1995. Há 24 anos, eliminou o Palmeiras nas quaras de final na campanha rumo ao título. Desta vez, comandará o time paulista, pelo qual faturou o caneco em 1999, na mesmíssima fase, contra o tricolor gaúcho.

O trabalho de Renato Gaúcho o credencia cada vez mais à sucessão de Tite depois da Copa de 2022. O treinador coloca o Grêmio entre os oito melhores da Libertadores pelo terceiro ano consecutivo. Conquistou o título em 2017 e caiu nas semifinais em 2018 contra o River Plate. A próxima missão é desbancar Luiz Felipe Scolari. Renato deu ao Grêmio o primeiro título continental em 1983. Felipão brindou o clube com o bi em 1995. Ídolos de uma torcida.

Marcelo Gallardo é o símbolo de uma era dourada do River Plate. Comanda o atual campeão da Libertadores desde 2014. De lá para cá conquistou 11 troféus. Um deles na decisão contra o arquirrival Boca Juniors. Depois de despachar o Cruzeiro, no Mineirão, ele terá um duelo tático com um compatriota com experiência vitoriosa na Libertadora.

Miguel Angel Russo comanda o Cerro Porteño. O treinador levou o Boca Juniors ao título em 2007 contra o Grêmio. Herdou um time organizado pelo espanhol Fernando Jubero, passou pelo San Lorenzo e faz a torcida sonhar com a segunda semifinal na década. Em 2011, chegou entre os quatro, mas foi eliminado pelo Santos de Neymar.

Os outros dois duelos são entre treinadores à caça do primeiro título. O português Jorge Jesus do Flamengo pretende ser o segundo técnico europeu a conquistar a Libertadores. O croata Mirko Jozic conseguiu o feito em 1991 pelo Colo-Colo. O adversário rubro-negro nas quartas será o Internacional. Odair Hellmann só tem títulos como assistente técnico no currículo.

Gustavo Alfaro guiou o modesto Arsenal de Sarandí ao título da Copa Sul-Americana em 2007. A responsabilidade agora é maior. Conduzir o Boca Juniors ao título. Antes, é preciso passar pela LDU. Os campeões da Libertadores em 2008 apostam no bom trabalho do uruguaio Pablo Repetto — um dos candidatos a sucessor de Óscar Washingon Tabárez na seleção do Uruguai.

Duas cidades detêm 50% dos candidatos ao título a partir de agora. Porto Alegre divide a torcida por Grêmio ou Internacional. Buenos Aires reza pela revanche de Boca e River, finalistas da edição do ano passado.

Em meio à prova de títulos, a Libertadores aponta algumas certezas. Flamengo, Internacional, Palmeiras ou Grêmio irão à final em jogo único no Estádio Nacional, em Santiago, no Chile, em 23 de novembro. A tendência é que a decisão seja entre brasileiros e argentinos pela segunda vez em três anos. O campeão terá vaga assegurada no Mundial de Clubes do Catar, de 11 a 22 de dezembro. Estão classificados Monterrey (México), Liverpool (Inglaterra), Al-Sadd (Catar) e Hienghene Sport (Nova Caledônia). Faltam representantes da América do Sul, Ásia e África.

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