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Mãe sabia de tudo diz filha da deputada Flordelis após confessar que teria encomendado morte do pai veja

Em depoimento prestado à Polícia Civil no dia 24 de junho, uma das filhas da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD), acusada...


Em depoimento prestado à Polícia Civil no dia 24 de junho, uma das filhas da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD), acusada de estar envolvida no assassinato do marido, pastor Anderson do Carmo, confessou ter planejado a morte do pai. Marzy Teixeira da Silva pediu a um de seus irmãos, Lucas Cézar dos Santos, para matar o pai. Ela também informou que a mãe sabia de tudo. Lucas, em depoimento no mesmo dia, havia dito que, três meses antes, havia recebido uma proposta da irmã para cometer o assassinato, mas que não aceitou.
No depoimento, entretanto, Marzy disse que ela e Lucas conversavam através de um aplicativo de mensagens no celular para planejar o crime, por onde ela também ofereceu R$ 10 mil ao irmão para matar o pai. Ela declarou que pretendia furtar a quantia de Anderson e que Lucas, ao aceitar a proposta, disse que iria assassinar o pastor dentro da casa da família, em Niterói, no bairro de Pendotiba.
Marzy discordou da ideia e pediu para o irmão matar Anderson depois que ele saísse da Igreja. A ideia era simular um assalto. Horas depois do início da troca de mensagens, Marzy disse que se arrependeu e pediu para Lucas desistir do plano. A filha do pastor também disse que a mãe sabia do plano. Flordelis, ao descobrir, afirmou que não tinha dinheiro e alertou para Marzy não fazer nada que pudesse se arrepender.
Ainda segundo a filha, o pastor Anderson havia descoberto o plano para executá-lo e chamou para conversar. Ele teria dito que grampearia os celulares de toda a família. Por conta disso, Marzy e Flordelis adquiriram novos chips telefônicos.
Lucas e outro filho de Anderson, Flávio dos Santos Rodrigues, estão presos e já são réus no processo de assassinato do pastor. A polícia investiga uma possível participação de outros integrantes da família no crime.
Da redação do Correio Cerense com diário do Nordeste