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“Nunca fiquei sem notícias dela”, lamenta marido de jovem desaparecida

“Nunca fiquei sem notícias dela”, lamenta marido de jovem desaparecida Filho do casal, de 3 anos, está sendo poupado da notícia do desapar...


“Nunca fiquei sem notícias dela”, lamenta marido de jovem desaparecida
Filho do casal, de 3 anos, está sendo poupado da notícia do desaparecimento da mãe e está aos cuidados de uma tia
em notícias da esposa desde a manhã da última sexta-feira (23/08/2019), quando Letícia Sousa Curado, 26 anos, saiu para o trabalho e não foi mais vista, o marido dela, Kaio Fonseca Curado, 25, recebeu a equipe do Metrópolesna casa onde mora com a mulher e o filho do casal, de apenas 3 anos, em Planaltina. O relacionamento dos dois tem quase oito anos – considerando o tempo de namoro – e, em todos esses anos, lembra Kaio, a mulher nunca ficou sem dar notícias.

O marido, que trabalha como educador físico, diz que Letícia é uma “ótima mãe” e nunca deixaria o filho para trás. “Eu acho que: ou alguém a sequestrou, ou ela teve um surto psicótico, algo que ela nunca teve antes. Mas, se ela estivesse andando por aí, alguém já teria feito alguma coisa e nos avisado. A gente teve uma pequena discussão no último sábado, mas não era motivo para querer fugir”, acredita.
A discussão do casal foi, segundo Kaio, porque a esposa queria que ele parasse de ingerir bebidas alcoólicas, mesmo que moderadamente. De acordo com ele, a mulher, que é evangélica, queria impor que ele parasse de tomar cerveja. “Foi uma discussão boba, a gente estava meio de cara virada um para o outro, mas não era nada grave. Eu conversei sobre isso com o pastor dela e estava tudo bem. Ela também tinha ficado chateada porque eu fui com nosso filho para a chácara do meu pai sem avisá-la enquanto ela estava no ensaio da igreja”, conta.

Kaio diz que a mãe de Letícia está muito abalada emocionalmente e que chora sempre ao tocar no assunto da filha. Conforme o marido, ele só está se mantendo forte para não perder o controle da situação. “Eu estou em contato com o pessoal da DRS [Delegacia de Repressão a Sequestros] e com os investigadores da delegacia daqui, de Planaltina [31ªDP]. Toda hora alguém dá alguma informação que não leva a lugar nenhum. Eu até reclamei com o delegado: ‘Poxa, parece que todo mundo está sabendo, menos eu'”.

A resposta do investigador, de acordo com Kaio, foi de que a maioria dos relatos envolvendo a localização da desaparecida eram falsos. Houve informações de que ela estaria em Taguatinga, o que não se confirmou. Também, de um cárcere na região de Planaltina, outra denúncia falsa. A preocupação com a falta de atualização do caso, na perspectiva do marido, se deve justamente ao excesso de contatos infrutíferos sobre o paradeiro da mulher. Até mesmo o relato de que ela teria sido vista em uma parada de ônibus próxima ao MEC, teriam dito os policiais ao marido, é falso.