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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

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Grupo deixou Pavilhão do Parque da Cidade às 7h30 e ocupou via S1. Mulheres protestam por mais políticas públicas para o campo.
BRASÍLIA, 8h50: Marcha das Margaridas leva trabalhadoras rurais de todo o país para a Esplanada dos Ministérios — Foto: Afonso Ferreira/G1

Trabalhadoras rurais de todo país deram início, na manhã desta quarta-feira (14), a uma passeata entre o Pavilhão do Parque da Cidade e o Congresso Nacional em protesto por mais políticas públicas voltadas ao campo.

A manifestação, conhecida como Marcha das Margaridas, ocorre desde 2000 (entenda abaixo). Por causa do evento, o trânsito na área central de Brasília sofreu alterações.Trabalhadoras rurais fecham Eixo Monumental durante Marcha das MargaridasG1 DF–:–/–:–

Trabalhadoras rurais fecham Eixo Monumental durante Marcha das Margaridas

O grupo deixou o Pavilhão do Parque da Cidade por volta das 7h30. De lá, seguiu pelo Eixo Monumental, onde chegou a ocupar todas as faixas da via S1. O tráfego de veículos foi afetado e os principais acessos ao Plano Piloto ficaram engarrafados.
Com o bloqueio do Eixo Monumental, houve congestionamento até a altura de Águas Claras. No balão do Aeroporto Internacional de Brasília, na Estrada Parque Indústrias Gráficas (EPIG) e no Sudoeste, motoristas enfrentaram lentidão.
Às 9h, já na altura da Torre de TV, as manifestantes organizaram a caminhada em três faixas da S1, o que permitiu a circulação de automóveis nas outras três pistas da via. Por volta das 9h50, elas alcançaram o gramado em frente ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados.

BRASÍLIA, 9h40: Marcha das Margaridas ocupa Esplanada dos Ministérios — Foto: TV Globo/ReproduçãoMesmo com a liberação das três faixas, o subcomandante do Comando de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar, tenente-coronel Edvã Sousa, recomendou aos motoristas a evitarem a região.
“Os condutores que puderem deem preferência a rotas alternativas, principalmente, no início da manhã. Uma opção para aqueles que acessam a área central pela Estrutural é utilizarem a pista em frente ao Noroeste e, depois, seguirem pelo Eixo Rodoviário ou W3 Norte. Uma outra alternativa é usar a EPTG.”
Força da mulherO ato conta com a participação de agricultoras familiares, ribeirinhas, quilombolas, pescadoras, extrativistas, camponesas, quebradeiras de coco, trabalhadoras urbanas e dos movimentos feministas e de mulheres indígenas.
A professora Maria Regina Romão Barbosa Ferraz, de 57 anos, mora em Colinas no Maranhão e contou ser terceira marcha da qual participa.
“A mulher brasileira tem sofrido muito. As conquistas que as mulheres alcançaram foram por meio da luta. A marcha mostra a força da mulher.”

A professora Maria Regina Ferraz mora em Colinas no Maranhão e veio para Brasília para a Marcha das Margaridas — Foto: Afonso Ferreira/G1
O tema do protesto deste ano é “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”. Na pauta também estão o combate à pobreza e o enfrentamento aos casos de feminicídios.
Força Nacional
A pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o ministro da Justiça, Sérgio Moro, determinou o uso da Força Nacional para proteção da área da Esplanada dos Ministérios nesta quarta.

A solicitação também foi feita para as manifestações pela educação e contra a reforma da Previdência que aconteceram, nessa terça-feira (13), na área central de Brasília.

Marcha das Margaridas em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução
Marcha das Margaridas
O nome da marcha presta homenagem à Margarida Maria Alves, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba.
Ela foi assassinada em 12 de agosto de 1983, a mando de latifundiários da região. Por mais de dez anos à frente do sindicato, Margarida lutou pelo fim da violência no campo, por direitos trabalhistas como respeito aos horários de trabalho, carteira assinada, 13º salário, férias remuneradas.

BRASÍLIA, 8h55: Marcha das Margaridas ocupa Eixo Monumental — Foto: Afonso Ferreira/G1

Fonte: G1/DF


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