domingo, 8 de setembro de 2019

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Um ao lado do outro no camarote, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou para dizer ao governador Ibaneis Rocha, durante o desfile cívico militar, ocorrido neste sábado, na Esplanada dos Ministérios, que o delegado Anderson Gustavo Torres, atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, pode ser o nome que substituirá Maurício Valeixo na direção-geral da Polícia Federal.
A conversa foi de pé de ouvido. O chefe do Executivo do DF teria dado ontem o sinal verde abrindo mão de Anderson Torres que se destacou como um dos secretários mais importantes do governo local.
O secretário de Segurança Pública do DF goza de bom trânsito no Palácio do Planalto, no entanto não deseja deixar o cargo sem antes contar também com o apoio de Ibaneis.



A lealdade está no fato de o governador ter lhe dado carta branca para comandar a Secretaria de Segurança Pública que historicamente sempre esteve em meio de um cabo-de-guerra travado entre a Polícia Civil, Polícia Militar e Casa Militar.
No mês passado o governador Ibaneis Rocha botou ordem na casa dando plenos poder ao secretário para agir.
Foram exorados a então comandante da PMDF, Coronel Sheyla Soares Sampaio e o chefe da Casa Militar Coronel Marcus Paulo Koboldt.
O governador considerou que ambos não reconheciam a superioridade hierárquica do secretário de Segurança.
Coube ao secretário Anderson Torres a escolher o novo Comandante da PMDF: Coronel Julian Rocha Pontes.
Torres que é de carreira da PF é considerado alinhado à pauta de segurança pública do presidente Jair Bolsonaro.
O delegado coordenou a atividade de inteligência da PF entre 2007 e 2008 em ações contra o tráfico internacional de drogas, e investigações contra o crime organizado em Roraima, entre 2003 e 2005.
Também atuou na coordenação de comissões sobre temas relacionados à segurança pública na Câmara dos Deputados.
Antes de integrar a PF, ele foi papiloscopista da Polícia Civil do Distrito Federal e mantém boas relações nas duas corporações.
Torres é amigo do secretário-geral da Presidência, Jorge Oliveira, desde a época em que o atual ministro era chefe de gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.
Para ser secretário de Segurança do DF ele contou com a indicação de Fernando Francischini, hoje deputado estadual pelo PSL do Paraná, ex-deputado federal e também com carreira na PF como delegado.
A saída do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, já é dada como certa pela corporação.
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