terça-feira, 10 de setembro de 2019

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Caso Neymar: Najila é indiciada por extorsão e fraude após acusação
O seu ex-marido, Estivens Alves, também foi denunciado por fraude processual e divulgação de conteúdo erótico
A modelo Najila Trindade foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo por fraude processual, denúncia caluniosa e extorsão, no caso em que acusou o jogador Neymar de estupro, durante encontro em Paris, no mês de maio. O seu ex-marido, Estivens Alves, também foi denunciado por fraude processual e divulgação de conteúdo erótico.
Os processos foram abertos após a conclusão de dois inquéritos envolvendo o jogador. O caso foi encerrado pela 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, sob cuidados da delegada Juliana Lopes Bussacos. Porém, as ações seguem em sigilo e foram encaminhadas ao Tribunal de Justiça para apreciação do Ministério Público Federal.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública local, a denúncia foi decidida após o conjunto de fatos explorados durante as investigações. “Após o esclarecimento da materialidade delitiva, procedida à realização das respectivas perícias e oitivas, a autoridade também decidiu pelo indiciamento de N. nos crimes de denunciação caluniosa e extorsão”, diz a nota do órgão.
“Com base no conjunto probatório reunido durante as investigações, a delegada decidiu pelo indiciamento de N. e Estivens Alves seu ex-companheiro, pelo crime de fraude processual (art. 347, parágrafo único, CP). Decidiu, ainda, por indiciar Alves pelo artigo 218-C, por divulgar material com conteúdo erótico de N. para um repórter, em troca de publicações suas na internet”, continuou.
NO FINAL DE AGOSTO, NAJILA TENTOU REABRIR O PROCESSO DE ACUSAÇÃO CONTRA NEYMAR, MAS TEVE PEDIDO NEGADO PELA JUSTIÇA. DE ACORDO COM A JUÍZA ANA PAULA GOMES GALVÃO VIEIRA DE MORAES, QUE RESPONDE PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, NÃO HOUVE NENHUM TIPO DE “IRREGULARIDADE OU IMPEDIMENTO” DA DECISÃO DE ARQUIVAMENTO.
Além disso, a magistrada pontuou que a solicitação não atendia aos critérios legais necessários. “O desarquivamento só se faz possível com base em novas provas”, explicou. Para a juíza, o advogado da modelo, Cosme Araújo, tentou rediscutir as provas. O pedido também foi recusado pela juíza da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Regional Sul 2.
RelembreNajila Trindade relatou à Justiça que teria sido estuprada e agredida por Neymar no dia 15 de maio – no entanto, o boletim de ocorrência foi feito em 31/05/2019, na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Santo Amaro, em São Paulo. A jovem alegou que estava emocionalmente abalada e, por isso, teve medo de registrar o caso na França, onde teria ocorrido o estupro.
A modelo contou que conheceu Neymar por meio do Instagram e que, desde então, os dois começaram a trocar mensagens. No dia 12 de maio, um assessor do atleta, identificado como “Gallo”, entrou em contato com Najila para falar das passagens referentes à viagem da jovem a Paris, com embarque no dia 14 de maio.
A estudante chegou à capital da França no dia seguinte e ficou hospedada num hotel de luxo, no qual o jogador teria chegado por volta das 20h, com sinais de embriaguez. De acordo com o relato da modelo, houve troca de carícias entre os dois, porém Neymar teria se tornado agressivo e usado a força para fazer sexo com Najila. No dia 17 de maio, a a jovem retornou ao Brasil.
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