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terça-feira, 24 de setembro de 2019

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Imprensa internacional repercute discurso de Bolsonaro na assembleia da ONU
O presidente atraiu atenção ao abordar temas como a devastação e soberania da região amazônica brasileira, a mídia internacional e críticas às ditaduras venezuelana e cubana
Após o discurso do presidente Jair Bolsonaro na 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (24/9), jornais internacionais se pronunciaram sobre os temas abordados pelo brasileiro. O presidente atraiu atenção ao tratar de questões como a devastação e a soberania da região amazônica brasileira, a mídia internacional e críticas às ditaduras venezuelana e cubana.
O jornal The New York Times comparou Jair Bolsonaro ao presidente norte-americano, Donald Trump, que é conhecido por seus discursos diplomáticos explosivos e alarmistas. "Trump será precedido pelo presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, às vezes chamado de mini-Trump, uma figura polarizadora em seu país que, como Trump, nega os temores sobre mudanças climáticas e ridiculariza críticos no Twitter", afirma o NYT.
O francês Le Figaro destacou o ataque indireto de Bolsonaro ao presidente francês, Emmanuel Macron, como contraditório, já que defende que não houve crescimento das queimadas da Amazônia. De acordo com o jornal, sem citar nomes, Bolsonaro descreveu como "proposta absurda" a ideia de Macron da criação um "status internacional" para proteger a Amazônia.
Em sua fala, o presidente brasileiro diz que o "um país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma despropositada e colonialista". "Um deles, por ocasião do encontro do G7, ousou sugerir sanções ao Brasil sem sequer nos ouvir. Agradeço os que não aceitaram levar adiante essa absurda proposta", disse Bolsonaro. "Respeito a liberdade e soberania de cada um de nós", atacou Bolsonaro.
Segundo Le Figaro, "entre o início de janeiro e 19 de setembro o Brasil registrou um aumento de 56% em relação ao mesmo período do ano passado no número de incêndios florestais, dos quais quase metade (47%) afeta a Amazônia".
O jornal The Guardian e a agência de notícias Bloomberg ressaltaram a fala em que o presidente do Brasil negou que a floresta amazônica esteja sendo destruída. "Ela não está sendo devastada e nem consumida pelo fogo, como diz mentirosamente a mídia", disse Bolsonaro durante o discurso.
A BBC News também destacou o posicionamento de Bolsonaro sobre a Amazônia. Segundo o portal, ambientalistas afirmam que as políticas dele aumentaram os incêndios este ano e que ocorreu o incentivo dos "pecuaristas a limpar grandes áreas da floresta desde sua eleição em outubro passado”. No discurso, o presidente brasileiro disse que era uma "falácia" descrever a Amazônia como a herança da humanidade e um "equívoco" de que suas florestas eram os pulmões do mundo.
Para o jornal El País, o discurso de Bolsonaro e do presidente Donald Trump, foram "ultranacionalistas". Além disso, o veículo ressaltou os temas tratados por Bolsonaro como "a sombra ameaçadora da desaceleração econômica devido à guerra comercial EUA-China".
Estagiária sob a supervisão de Roberto Fonseca

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