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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

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O ex-deputado federal Victório Galli oficializou a saída do PSL e assumiu a presidência do Patriota em Mato Grosso. A articulação contou com aval do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), que aprovou o estatuto e escolheu o nome, mas acabou não ingressando na sigla para disputar as eleições de 2018.
Galli adere ao Patriota após ser isolado no PSL pela dupla deputado federal Nelson Barbudo e senadora Selma Arruda. No novo partido, pretende dar seguimento as articulações para disputar a Prefeitura de Cuiabá nas eleições de 2020.
“Tenho a pretensão de disputar a prefeitura. Serei um candidato de direita, conservador e terrivelmente cristão”, declarou Galli, lembrando da frase de Bolsonaro sobre a indicação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Tenho a pretensão de disputar a prefeitura. Serei um candidato de direita, conservador e terrivelmente cristão

Em relação ao perfil do Patriota, que conta com oito vereadores em Mato Grosso e o ex-deputado estadual Daltinho com principal liderança no Vale do Araguaia, Galli afirma que é um partido de direita. Neste sentido, garante que está comprometido com as pautas conservadoras defendidas por Bolsonaro.
“O patriota defende o Hino Nacional e os símbolos da Pátria. Somos a favor da família tradicional, mas respeitamos todas as pessoas. Por isso, no Estatuto da Família, votamos a favor do direito a herança para pessoas do mesmo sexo que viveram juntas. O que não concordamos é com o ativismo LGBTB e a adoção de crianças por homossexuais porque promove o aliciamento. Somos a favor da vida em todas as etapas e contra o aborto”, completou.
Sobre a saída do PSL, Galli reclama que Barbudo e Selma não cumpriram acordos políticos e o isolaram internamente. Neste caso, lembra que a primeira manobra foi retirá-lo do diretório estadual e depois do municipal que ficou sob o comando do vereador por Cuiabá Wilson Kero Kero.
A relação com Selma começou a se desgastar na eleição, quando Galli “sacrificou” a própria reeleição para levar o PSL à coligação do ex-governador Pedro Taques (PSDB) nas eleições de 2018 para viabilizar sua candidatura ao Senado. Ocorre que durante a campanha, Selma rompeu com o grupo político por conta de delações envolvendo aliados criando situações constrangedoras que o dirigente precisou justificar para o comando nacional do partido.
Outra situação que Galli reprova foi o fato de Barbudo e Selma terem nomeado familiares para a Tesouraria do PSL quando assumiram a presidência e vice-presidência do diretório estadual, respectivamente. O Tesoureiro é o marido de Selma, Norberto Arruda, com auxílio da filha de Barbudo, Nara Previdente.
“É lamentável. Eu não agiria dessa forma. Não aprovo esse tipo de coisa. Ainda mais no PSL, que veio para fazer a nova política, para ter uma conduta diferenciada”, pontuou.
Além disso, Galli nega que tenha ajudado a quebrar o PSL que acumula dívida de R$ 160 mil e está impedido de receber recursos do Fundo Partidário. Justifica que ficou apenas seis meses na presidência e sequer teve tempo de prestar contas e responsabiliza os antecessores Emídio de Souza e Kero Kero.
Trajetória
Em 2014, Galli se elegeu deputado federal pelo PSC e acabou migrando para o PSL em 2018 acompanhando Bolsonaro. Na tentativa de reeleição, não teve êxito e ficou como primeiro suplente. Sem mandato, foi nomeado assessor especial da Casa Civil da Presidência da República e acabou exonerado para ajudar nas articulações da reforma da Previdência. Em breve, deve ser nomeado para novo cargo no Governo Federal.

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