quarta-feira, 23 de outubro de 2019

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Joice e Delegado Waldir são chamados para falar na CPI das Fake News
Os parlamentares podem recusar o convite. Porém, a CPI também aprovou a convocação, sem possibilidade de recusa, de assessores do presidente Jair Bolsonaro
Em meio à crise que se arrasta no PSL, o novo líder do partido na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), estreou na CPI das Fake News, nesta quarta-feira (23/10), vendo o colegiado aprovar 66 requerimentos, entre eles convites para que os deputados Delegado Waldir (PSL-GO) e Joice Hasselmann (PSL-SP) falem ao colegiado. Os dois podem recusar.
Já assessores do Palácio do Planalto próximos ao vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) foram convocados e são obrigados a comparecer. Entre os nomes, estão os do secretário de Assuntos Internacionais do governo, Felipe Martins; o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten; e blogueiros ligados ao governo, como Allan Santos.
A decisão ocorreu após Joice, ex-líder do governo no Congresso, afirmar, na segunda-feira, durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que existe uma estrutura de 1.500 páginas de Facebook, além de perfis no Instagram e grupos de WhatsApp, que é usada para atacar adversários da família Bolsonaro. Esses ataques, sustentou Joice, ajudaram a eleger Eduardo líder do PSL na Câmara.
Após o aprofundamento do racha no PSL, Waldir, que perdeu a iderança da legenda para Eduardo Bolsonaro, ameaçou "implodir" o presidente da República com a divulgação de informações comprometedoras. Joice, por sua vez, anunciou que iria denunciar ao Ministério Público os ataques que tem recebido de Eduardo e do irmão Carlos Bolsonaro, vereador pelo PSC no Rio de Janeiro, nas redes sociais. Como serão convidados, eles não são obrigados a comparecer.
Eduardo e o irmão e senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) acompanharam a sessão da CPI ontem. É a primeira participação do deputado na comissão, que tem sido chamada de "terceiro turno das eleições " e "tribunal de exceção" por aliados do presidente da República.
Durante a sessão, Eduardo falou sobre a possibilidade de seu irmão Carlos ser chamado par prestar depoimentos na comissão. "Querem usar a convocação do Carlos como moeda de troca. Mas convocá-lo ou não, é indiferente pra mim. Se ele vier, vai falar muitas verdades. O que se tenta aqui é minar a ascenção da direita", afirmou Eduardo.
O requerimento para ouvir Carlos foi apresentado na terça-feira pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Porém, deve ser votado só na próxima semana.
Eduardo evitou polemizar sobre os possíveis depoimentos dos correligionários Waldir e Joice. "Eu estou evitando dar declaração sobre colegas do meu partido, porque eu estou em um momento de tentar colocar panos quentes na relação. Mas são dezenas de nomes aprovados. O que acontece aqui é que o pessoal do PT faz essa aprovação em bloco e tentar rejeitar nossos requerimentos, eles estão dando direcionamento político a essa CPI", disse o parlamentar.
"Então, ela [CPI] não está se prestando a elucidar fatos. Ela está construindo narrativa de que presidente Bolsonaro usou artifícios ilegais para tentar ser eleito", acrescentou.
A CPI também aprovou a convocação de outros nomes que podem incomodar o Palácio do Planalto, como os empresários Luciano Hang e Paulo Marinho, apoiadores do presidente da República; Ao contrário dos parlamentares, eles serão obrigados a comparecer à CPI caso a convocação seja aprovada.
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