quarta-feira, 16 de outubro de 2019

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Motoristas de transporte por aplicativo narram histórias de medo
Além da média de um assalto a cada dois dias e meio, dois condutores morreram assassinados no DF no último fim de semana: vulnerabilidade
“Ele sabia dos riscos, mas precisava trabalhar.” O que era preocupação virou o pesadelo de Ana Cléa Ferreira, mãe de Henrique Fabiano Dias, 25 anos, motorista de transporte por aplicativo assassinado no domingo. O medo é o mesmo para outros 50 mil trabalhadores que dependem da atividade no Distrito Federal. Segundo o Sindicato de Motoristas Autônomos (Sindmaap/DF), uma das principais reclamações da categoria é de que as reivindicações dos condutores não chegam às empresas. “Hoje, o motorista sai de casa e não sabe se volta. Mesmo com esses problemas de insegurança, não existe comunicação das corporações com quem presta serviço a elas. Temos muita dificuldade em abrir diálogo com os aplicativos e contar, a partir da nossa experiência, o que pode ser melhorado”, reclama Marcelo Rodrigues Chaves, presidente da entidade.
Como publicado nesta terça-feira (15/10) com exclusividade pelo Correio Braziliense, entre janeiro e junho deste ano, ocorreram 71 roubos com restrição à liberdade tendo como vítimas motoristas de transporte por aplicativo, 57 casos a mais do que o mesmo período do ano passado, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) — a média de um assalto a cada dois dias e meio. Samambaia, Ceilândia e Taguatinga lideram o ranking das cidades com mais ocorrências. Além de Henrique, o motorista Tiego Cavalcante, 28, foi morto por assaltantes na sexta-feira após aceitar uma corrida até Samambaia.
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